Mortos em naufrágio de barco imigrante perto de Lampedusa sobem para 34

Por iG São Paulo |

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Premiê de Malta diz que mar Mediterrâneo está se tornando 'um cemitério' e faz apelo por mudanças

Embarcações italianas e de Malta recuperaram 34 corpos e resgataram 206 sobreviventes de um barco de imigrantes que naufragou perto da Sicília na sexta-feira (11) e um bote de resgate foi enviado para ajudar um outro navio em dificuldades, informou a Marinha da Itália neste sábado.,

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Imagem retirada de um vídeo mostra menino sendo carregado por paramédicos antes de chegar a hospital em Lampedusa, Itália (11/10)

O desastre de sexta-feira aconteceu oito dias depois que pelo menos 339 imigrantes morreram no naufrágio de um navio a menos de um quilômetro da pequena ilha de Lampedusa, entre a Sicília e a Tunísia. A ilha se tornou ponto focal de uma crescente crise migratória no sul da Europa.

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O naufrágio de sexta ocorreu a 105 quilômetros ao sul de Lampedusa, mas em águas que pertencem ao território de Malta. Um avião militar do país avistou o navio em dificuldades e 206 passageiros foram resgatados.

A mídia italiana afirmou que o barco havia virado quando pessoas em pânico agitaram os braços para pedir ajuda.

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Neste sábado, o primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, disse que as águas do Mediterrâneo estão se tornando "um cemitério". "Não sei quantas pessoas precisam morrer no mar até que alguma coisa seja feita", afirmou.

"As regras precisam mudar, se elas precisam ser mais rígidas ou mais frouxas não é a questão. O fato é que há uma coisa errada que precisa ser reparada."

Lampedusa, uma pequena ilha próxima à África, é o destino de centenas de traficantes que levam imigrantes ilegalmente da Líbia ou da Tunísia para a Europa. Eles geralmente cobram mais de mil euros por pessoa e colocam os imigrantes em barcos precários e superlotados.

Durante visita a Lampedusa nesta semana, o presidente da Comissão Europeia José Manuel Barroso prometeu à Itália 30 milhões de euros (R$ 89,3 milhões) em ajuda para refugiados que chegam ao local.

Com AP, Reuters e BBC

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