Formado em 1997, a Organização para a Proibição de Armas Químicas tem como objetivo fazer valer uma convenção que bane o uso de armamentos químicos

A Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), um painel internacional formado em 1997, foi anunciada nesta sexta-feira (11) como vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2013 . O grupo tem como objetivo fazer valer um tratado que bane o uso de armamentos químicos.

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Diretor-geral da OPAQ, Ahmet Uzumcu, faz pronunciamento sobre a missão para destruir as armas químicas na Síria durante coletiva em Haia, Holanda
AP
Diretor-geral da OPAQ, Ahmet Uzumcu, faz pronunciamento sobre a missão para destruir as armas químicas na Síria durante coletiva em Haia, Holanda

O que faz a organização?

A organização trabalha para identificar se todas as 190 nações que assinaram o tratado estão aderindo plenamente aos termos da Convenção de Armas Químicas de 1997. Esse tratado proíbe a produção ou o uso de armas químicas, autoriza a equipe da OPAQ a desmantelar as fábricas de produção de armas químicas e dá a ela poder de inspecionar os locais industriais do país suspeitos de envolvimento nessa produção.

Por que venceu o Nobel da Paz?

A organização está no centro dos esforços mundiais para não tornar a guerra civil de dois anos e meio na Síria um conflito internacional mais profundo. O governo da Síria no mês passado assinou o tratado de armas químicas sob pressão de diplomatas russos e a ameaça de um ataque militar americano . Uma equipe de inspeção da OPAQ está no momento na Síria documentando seus equipamentos para armas químicas para posterior destruição, uma missão que deve durar nove meses.

Qual é o impacto?

A honra do Nobel coloca sob os holofotes a OPAQ, uma organização que geralmente não atrai atenção do público a partir de sua sede em Haia, na Holanda. Isso pode fortalecer o papel da OPAQ para buscar financiamento adicional e poderia encorajar as poucas nações que ainda boicotam o tratado a assiná-lo.

Quem não aderiu ao tratado?

Oficialmente, apenas sete países. Israel e Mianmar assinaram o tratado, mas não o ratificaram em seus parlamentos. Angola, Coreia do Norte, Egito e Sudão do Sul rejeitaram assiná-lo. Taiwan disse que aceita o tratado, mas não pode ratificá-lo, porque as Nações Unidas negam a nação como membro. Várias nações que são membros plenos, como por exemplo o Irã, são acusados de manter estoques químicos ilegalmente. E alguns signatários, como os EUA e a Rússia, ainda não destruiram todos os seus estoques declarados desde que começaram o processo em 2000.

Com AP

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