Morte de raptor de Ohio pode ter sido causada por asfixia erótica

Por iG São Paulo |

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Relatório sobre Ariel Castro sugere, mas não conclui, que raptor morreu por enforcamento durante masturbação

A morte do raptor de Ohio Ariel Castro por enforcamento na prisão pode não ter sido decorrente de suicídio, mas de uma tentativa de atingir um orgasmo intensificado através da asfixia, informaram autoridades.

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Ariel Castro é visto de pé perante juiz durante denúncia judicial em Cleveland, Ohio (17/7)

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Eles também disseram que dois guardas falsificaram documentos sobre o número de vezes em que fizeram rondas perto da cela de Castro antes de sua morte.

O relatório do Departamento de Reabilitação e Correção de Ohio sugere, mas não conclui, que Castro pode ter morrido em decorrência de uma asfixia autoerótica - prática em que se busca a satisfação sexual pelo estrangulamento parcial durante a masturbação.

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A calça e a cueca de Castro estavam abaixadas na altura de seus calcanhares no dia em que foi encontrado morto em sua cela no dia 3 de setembro em um centro de detenção ao sul de Columbus, segundo o relatório. Ele tinha um lençol enrolado em volta do seu pescoço que estava preso à dobradiça da janela, de acordo com os investigadores.

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Autoridades também encontraram uma bíblia e fotos da família de Castro dentro da cela. Castro não deixou uma carta de suicídio e "várias avaliações" não concluíram que o detento tinha tendências suicidas. Uma ampla avaliação mental não econtrou "evidências de doença mental séria ou indicações suicidas", informou o relatório.

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No dia em que morreu, ele expressou interesse na possibilidade de ser segregado dos outros detentos durante o seu período na prisão. No tribunal, Castro afirmou que era viciado em ponografia e, no dia do anúncio de sua sentença, descreveu-se como um ninfomaníaco.

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Castro, 53 anos, foi sentenciado à prisão perpétua após ser condenado em agosto pelo sequestro de três mulheres de Cleveland, e por mantê-las por quase dez anos em cativeiro - período durante o qual ele estuprou as vítimas repetidas vezes. Ele foi acusado de privar as mulheres de alimentação e por mantê-las acorrentadas no porão de sua casa.

Além das três mulheres, foi resgatada uma menina de seis anos, filha de Castro com uma das vítimas.

Com AP

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