Líderes republicanos defendem elevação de curto prazo do teto da dívida dos EUA

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Presidente da Câmara John Boehner disse que avanço da medida depende de abertura de Obama para negociações

O presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, John Boehner, disse nesta quinta-feira (10) que os republicanos votariam por uma elevação por seis semanas do teto da dívida, evitando por agora um calote do governo americano, mas somente se o presidente Barack Obama concordar em fazer negociações sobre o orçamento. Sob o plano republicano, a paralisação do governo dos EUA - um outro impasse - continuaria.

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Presidente da Câmara dos EUA, John Boehner, caminha antes de uma coletiva sobre a guerra do orçamento


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Obama insistiu que o teto da dívida deve ser elevado - evitando a possibilidade do primeiro calote nacional da história - e a paralisação parcial do governo deve ter um fim sem que essas ações sejam condicionadas a exigências.

"Eu esperaria que o presidente olhasse isso como uma oportunidade e um esforço de boa fé de nossa parte (...) para dar início a esse diálogo", disse Boehner a repórteres depois de apresentar o plano a deputados republicanos.

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Boehner fez a proposta em meio ao 10º dia de paralisação parcial do governo. Separadamente, o governo fez um alerta que se o teto da dívida não for elevado, o governo esgotará sua capacidade de se endividar na próxima quinta-feira (17), o que provocaria uma série de prejuízos à economia dos EUA e do mundo.

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As aprovações de orçamentos temporários para manter o governo funcionando e da elevação do teto da dívida são práticas de rotima no Congresso. Mas elas se tornaram moeda de troca dos republicanos que defendem cortes de programas do governo, incluindo a lei da reforma da saúde de Obama.

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Boehner planejou apresentar a oferta para Obama mais tarde nesta quinta, quando ele e outros republicanos que controlam o Congresso se reunirão com o presidente na Casa Branca.

Uma autoridade da Casa Branca disse que Obama estaria disposto a negociar sobre o orçamento "se os republicanos no Congresso agirem para remover a ameaça de um calote e coloque fim a essa paralisação do governo".

Repetidamente, Obama insistiu que o Congresso reabra o governo e eleve o teto da dívida sem fazer condições. Sua aceitação da proposta republicana poderia significar uma breve solução para o impasse.

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Sob a oferta de Boehner, a Câmara também indicaria negociadores para dialogar com o Senado, dominado por democratas, sobre um compromisso de longo prazo em relação ao orçamento. Essas conversas estão congeladas há meses, e as duas câmaras possuem opiniões diferentes sobre impostos e sobre cortes em programas de benefícios.

Na manhã desta quinta, o secretário do Tesouro Jacob Lew fez um alerta ao Comitê Financeiro do Senado que o fracasso em renovar a capacidade do governo de se endividar "pode ser profundamente prejudicial" ao mercado financeiro e pode ameaçar os empregos de milhares de americanos.

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"Os EUA não deveriam se colocar nessa posição de fazer escolhas perigosas para nossa economia e nossos cidadãos", disse o secretário. "Não há como saber o dano irrevogável que tal decisão teria em nossa economia e no mercado financeiro."

Com AP

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