Polícia chinesa reprime 'jihad' online em região de minoria muçulmana

Por Reuters |

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Ação que deteve mais de 100 suspeitos faz parte de uma campanha nacional de impedir rumores na internet

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AP
Homem observa local de violentos confrontos em Kashgar, na região de Xinjiang, China

A polícia na região chinesa de Xinjiang está reprimindo indivíduos que promovem a "jihad" online, noticiou a mídia estatal nesta terça-feira (8), em meio a uma campanha nacional contra rumores na internet que ativistas dizem ser um golpe contra a liberdade de expressão.

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Xinjiang abriga a maior parte da minoria étnica muçulmana uighur, cujos integrantes guardam ressentimentos do que entendem ser uma repressão na China contra sua cultura e religião. Alguns entraram em campanha separatista por um Estado muçulmano, com registro de incidentes violentos.

A polícia de Xinjiang investiga 256 pessoas por espalhar "rumores desestabilizantes" online, informou o jornal Xinjiang Daily. Entre os investigados, 139 espalharam rumores sobre "jihad" (a guerra santa muçulmana), ou outras ideias religiosas. Mais de 100 foram detidas.

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"Nossas delegacias locais estão reprimindo fortemente aqueles que se envolvem em atividades ilegais online", disse o jornal. "Xinjiang não pode permitir que a internet se torne uma plataforma para o crime."

Autoridades frequentemente detém membros da etnia uighur por atividades que alegam exaltar a militância religiosa e o separatismo étnico. Mas a repressão de agora está relacionada a uma campanha nacional contra rumores na internet.

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O jornal não disse se os detidos eram uighures ou integrantes do grupo étnico dominante han. Ativistas dizem que as ações contra rumores na internet é uma nova maneira das autoridades controlarem as críticas contra o governo.

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