Líbia convoca embaixadora americana para esclarecer prisão de suposto terrorista

Por iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Anas al-Libi foi capturado pelos EUA no fim de semana; Deborah Jones 'está em contato com autoridades líbias'

AP
Capturado pelos EUA, Anas al-Libi, em foto de arquivo

A Líbia convocou a embaixadora dos EUA no país em busca de esclarecimentos sobre a captura de um suposto líder da Al-Qaeda no território líbio durante o fim de semana.

Em Trípoli: Líbia exige explicações dos EUA por "sequestro" de cidadão

Kerry: Captura de suposto terrorista na Líbia foi 'legal e apropriada'

Anas al-Libi, acusado pelos EUA de envolvimento nos ataques de 1998 contra embaixadas americanas em Dar es Salaam, na Tanzânia, e em Nairóbi, no Quênia, foi capturado na capital líbia de Trípoli, no sábado.

O ministro da Justiça da Líbia, Salah al-Marghani, convocou a embaixadora Deborah Jones para participar de uma audiência na manhã de segunda-feira (7). Segundo a embaixada dos EUA, Deborah estava em "contato constante com o governo líbio, incluindo o Ministério líbio de Relações Exteriores".

De acordo com a rede britânica BBC, Marghani e outras autoridades da chancelaria também se encontraram com parentes de Anas al-Libi, que foram informados sobre a reunião com a enviada americana.

Na segunda-feira (7), o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, afirmou que a captura de Anas al-Libi foi "legal e apropriada". Um dia antes, o gabinete do primeiro-ministro da Líbia, Ali Zeidan, disse que havia pedido esclarecimentos sobre a operação americana e destacou que seu país "estava interessado em processar qualquer cidadão líbio dentro da Líbia".

Abu Anas al-Libi, codinome de Nazih Abdul-Hamed al-Ruqai, da Al-Qaeda, é acusado pelos EUA de envolvimento nos ataques de 1998 contra embaixadas americanas em Dar es Salaam, na Tanzânia, e em Nairóbi, no Quênia, que deixou mais de 220 mortos. Ele estava na lista de mais procurados do FBI, com recompensa de US$ 5 milhões.

Segundo Kerry, al-Libi foi indiciado por uma corte americana e terá a chance de se defender. "Um indiciamento é uma acusação", disse. "Em nosso sistema legal o réu é inocente até que se prove o contrário, mas agora ele terá a oportunidade de se defender."

Com AP

Leia tudo sobre: líbiaeuaanas al libial qaedaquêniatanzânia

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas