Antes de encontro regional, Mianmar liberta 56 presos políticos e rebeldes

Por iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

É a segunda anistia desde que presidente prometeu que todos os prisioneiros de consciência seriam libertados

O governo de Mianmar libertou nesta terça-feira 56 presos políticos, cumprindo uma anistia presidencial que beneficiou principalmente integrantes de milícias étnicas com as quais o governo tenta estabelecer acordos de paz, segundo ativistas e autoridades.

Em julho: Mianmar liberta dezenas de presos políticos

AP
Em 2011, prisioneiras políticas foram libertadas da prisão em Yangon, Mianmar

Em 2012: Obama leva elogios e pressão em visita histórica a Mianmar

A libertação dos prisioneiros ocorre pouco antes de um fórum em Brunei que terá a presença de líderes do sudeste da Ásia e do Pacífico. Na reunião da Associação das Nações do Sudeste Asiático, Mianmar deve enfrentar duros questionamentos sobre a contínua violência sectária que atinge os muçulmanos.

É a segunda anistia desde que o presidente reformista Thein Sein prometeu em julho, durante visita ao Reino Unido, que todos os prisioneiros de consciência seriam libertados ainda neste ano. Um grupo de 73 presos já havia obtido a liberdade em 23 de julho.

Nos EUA: Obama recebe Suu Kyi e derruba parte das sanções contra Mianmar

Durante décadas, o regime militar da antiga Birmânia encarcerou ativistas, jornalistas, políticos de oposição e até comediantes que fossem vistos como uma ameaça ao Estado, uma situação que foi a principal justificativa para sanções ocidentais ao país.

Sob o governo da junta militar, que cedeu o poder em março de 2011, estima-se que o número de presos políticos chegasse a 2,5 mil. Centenas deles já foram libertados no governo de Thein Sein, o que levou à suspensão da maioria das sanções por parte dos EUA, Europa e Austrália, permitindo a retomada de investimentos e da ajuda ao desenvolvimento.

Na ONU: Reformas pró-democracia são 'irreversíveis', diz líder de Mianmar

Segundo Bo Kyi, da ONG Associação de Assistência aos Prisioneiros Políticos, a maioria dos presos soltos na terça-feira havia pertencido a grupos separatistas das etnias minoritárias shan e kachin.

Com AP e Reuters

Leia tudo sobre: mianmarpreso políticoprisioneirothein sein

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas