Captura de suposto terrorista na Líbia foi 'legal e apropriada', diz Kerry

Por iG São Paulo |

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Secretário de Estado dos EUA defendeu operação que prendeu Anas al-Libi, suspeito de ataques a embaixadas

AP
Capturado pelos EUA, Anas al-Libi, em foto de arquivo

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, defendeu nesta segunda-feira (7) que a captura pelas forças americanas do suspeito de terrorismo na Líbia, dizendo que as reclamações do governo líbio e outros são infundadas.

Kerry disse que a captura em Trípoli neste fim de semana de Nazih Abdul-Hamed al-Ruqai, da Al-Qaeda, está de acordo com a lei americana. Ele afirmou que o suspeito era um alvo "legal e apropriado" do Exército americano e enfrentará a Justiça em um tribunal. Kerry acrescentou que é importante que o mundo não "seja compreensivo" com terroristas procurados.

"Espero que a percepção do mundo seja a de que pessoas que cometem atos de terror e que foram indiciadas por tribunais, em um processo legal, saibam que os EUA fará tudo o que estiver ao seu alcance que for legal e apropriado para aplicar a lei e proteger nossa segurança", disse Kerry a jornalistas após um encontro com o chanceler russo, Sergei Lavrov às margens da conferência econômica Ásia-Pacífico.

"Acho importante que as pessoas no mundo não sejam compreensivas com supostos terroristas, mas ressaltarem a importância do Estado de direito", acrescentou, quando questionado sobre a reclamação do governo líbio de que a captura equivalia a um sequestro. A Líbia pediu que os EUA explicassem a prisão.

Al-Ruqai, conhecido por seu codinome Abu Anas al-Libi, foi capturado nas ruas da capital líbia no sábado. Ele é acusado pelos EUA de envolvimento nos ataques de 1998 contra embaixadas americanas em Dar es Salaam, na Tanzânia, e em Nairóbi, no Quênia, que deixou mais de 220 mortos. Ele estava na lista de mais procurados do FBI, com recompensa de US$ 5 milhões.

Kerry destacou também que al-Libi foi indiciado por uma corte americana e terá a chance de se defender. "Um indiciamento é uma acusação", disse. "Em nosso sistema legal o réu é inocente até que se prove o contrário, mas agora ele terá a oportunidade de se defender."

AP
Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, conversa com o presidente russo, Vladimir Putin, durante foto em conferência em Bali, Indonésia

Com AP

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