Número de imigrantes mortos em naufrágio na Itália sobe para 194

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Barco com cerca de 500 imigrantes vindos da África naufragou após incêndio; 150 ainda estão desaparecidos

Mergulhadores retomaram neste domingo o resgate de corpos de imigrantes de um barco que naufragou na semana passada na costa da Sicília, em uma das piores tragédias envolvendo pessoas que fogem da violência, da pobreza e da opressão na África. Foram achados 83 corpos, o que aumentou para 194 o número de mortos no acidente.

Cerca de 500 imigrantes estavam espremidos no barco, que pegou fogo e afundou na quinta-feira, de acordo com sobreviventes. Mais de 150 pessoas ainda estão desaparecidas e, segundo autoridades, muitos nunca serão encontrados. "O Mediterrâneo não pode continuar a ser um grande cemitério a céu aberto", disse o ministro francês Laurent Fabius. 

Itália: Naufrágio de barco com imigrantes deixa mais de 100 mortos

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Antonio Parrinello/Reuters
Mergulhadores retomam buscas e resgatam mais dez corpos de barco que naufragou na costa da Sicília



Quarenta mergulhadores da equipe de resgate trabalharam em pequenos grupos, uma vez que, a uma profundidade de 47 metros, cada equipe é capaz de se manter apenas cerca de 10 minutos nos destroços do navio. O mar agitado e os ventos fortes impediram o trabalho dos mergulhadores na sexta-feira.

No sábado, alguns dos 155 sobreviventes somalis e eritreus prestaram homenagem aos homens, mulheres e crianças cujos corpos estão em um hangar no aeroporto da ilha.

Antonio Parrinello/Reuters
Sobreviventes prestaram homenagem aos mortos no naufrágio, cujos corpos estão em um hangar no aeroporto da ilha


O desastre voltou a chamar a atenção para os problemas de décadas em torno da imigração ilegal do norte da África. O destino dos sobreviventes destaca as deficiências dos centros que abrigam imigrantes e das leis que visam afastá-los do país.

Mais de 1.000 pessoas abrigadas no centro de migrantes de Lampedusa estão em alojamentos superlotados e sem higiene. Centenas, incluindo muitas famílias com crianças pequenas, dormem ao relento em colchões de espuma, pois há apenas espaço para 250 pessoas. Muitos se abrigaram em ônibus durante uma chuva forte no domingo.

O desastre de quinta-feira renovou a pressão da Itália para obter mais ajuda por parte da União Europeia, e muitos legisladores locais estão pedindo mudanças imediatas nas leis de imigração do país.

Com Reuters e AP

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