Obama pede ao Congresso que "pare com a farsa" da paralisação

Por Agência Estado |

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O governo suspendeu todas as operações, exceto as essenciais, no início da semana, depois que os parlamentares se recusaram a aprovar o orçamento

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O presidente norte-americano, Barack Obama, pediu neste sábado que a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos "pare com essa farsa" e coloque um fim às paralisações do governo, aprovando incondicionalmente o orçamento federal. "Pare com essa farsa. Encerre essa paralisação agora", afirmou Obama em pronunciamento semanal na rádio.

AP Photo/Charles Dharapak
Imagem de arquivo: Obama pressiona Congresso

O governo norte-americano suspendeu todas as operações, exceto as essenciais, no início da semana, depois que os parlamentares se recusaram a aprovar o orçamento do governo sem antes adiar a nova lei de saúde, conhecida como 'Obamacare'.

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O Senado dos EUA já aprovou a proposta orçamental e "há republicanos e democratas suficientes na Câmara dos Representantes dispostos a fazer o mesmo e acabar com essa paralisação imediatamente", declarou o presidente. "Mas a extrema direita do Partido Republicano não deixará o seu porta-voz John Boehner votar sim ou não no orçamento", disse.

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Obama afirmou que não fará nada em troca da reabertura do governo ou da elevação do teto da dívida pública. Os EUA devem atingir o limite de endividamento em 17 de outubro e o Congresso precisa aprovar um aumento desse teto ou Washington não será capaz de cumprir os pagamentos. E as autoridades já alertaram sobre os efeitos desastrosos de um calote. "Por imprudente que seja uma paralisação do governo, a crise econômica que virá com o calote seria dramaticamente pior", disse Obama.

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O presidente norte-americano informou, ainda, que sempre trabalhará com alguém de qualquer uma das partes em maneiras de impulsionar a economia, criar novos postos de trabalho e colocar a situação fiscal em ordem para o longo prazo. "Mas não sob a sombra dessas ameaças à nossa economia", alertou ele.

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Para enfatizar seu ponto de vista, Obama leu duas cartas de pessoas prejudicadas pelas paralisações, ambos moradores de regiões politicamente conservadoras do país. 

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