Greenpeace faz ato em São Paulo pela libertação de brasileira presa na Rússia

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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A bióloga Ana Paula Maciel e outros ativistas foram detidos ao tentar invadir plataforma em protesto contra exploração de petróleo no Ártico

Agência Brasil

Ativistas da Greenpeace Brasil fizeram neste sábado (5), no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, ato pela libertação da brasileira Ana Paula Maciel e outras 29 pessoas que estão presas na Rússia desde o dia 18 de setembro acusadas de pirataria.

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Elas foram detidas durante um protesto contra a exploração de petróleo no Ártico. Ana, de 31 anos, está entre os indiciados. De acordo com a organização, 140 cidades em 40 países do mundo fazem atividades hoje com o mesmo propósito. 

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Ativistas do Greenpeace pedem em SP a libertação da brasileira presa na Rússia acusada de pirataria

“A acusação de pirataria nos deixou muito assustados, porque eles acabam respondendo presos e acabam correndo o risco de serem condenados por até 15 anos. Estamos com uma equipe de advogados e contamos com apoio das embaixadas dos diversos países, pois são ativistas de 17 países”, declarou Fernando Rossetti, diretor executivo do Greenpeace. A organização entrou com uma apelação na Justiça russa pedindo que o grupo aguarde a investigação em liberdade.

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Durante o ato, foram recolhidas assinaturas para mensagens enviadas à presidente Dilma Rousseff, solicitando que ela interceda perante o governo russo para libertação dos detidos. Os participantes também puderam escrever mensagens de apoio à ativista e bióloga brasileira.

Greenpeace
A brasileira Ana Paula Maciel segue para audiência na corte de Murmansk

A mãe de Ana Paula, Rosângela Maciel, compareceu à atividade e disse estar grata pela mobilização em torno da liberdade da filha. “Vamos manter o pensamento positivo para que ela e todos que estão lá possam retornar para suas terras e continuar essa luta pelo nosso planeta que está sendo destruído”, declarou.

Rossetti explica que a ação no Ártico tem como objetivo preservar esse ecossistema, que, segundo ele, está sendo ameaçado pela exploração petrolífera. “A criação de um santuário na região é, há bastante tempo, um dos objetivos do Greenpeace e por isso desenvolvemos uma série de ações para chamar atenção para a exploração econômica do Ártico”, explicou. Segundo o Greenpeace, nos últimos 30 anos, foram perdidos 75% do volume de gelo da região.

Os ativistas eram tripulantes do navio quebra-gelo Arctic Sunrise que estavam no local para protestar contra a estatal russa Gasprom, que tem planos de explorar petróleo no Ártico. Eles foram presos ao tentar escalar a plataforma Prirazlomnaya, que é a primeira em alto-mar na região e, segundo a organização, tem previsão para começar a operar no próximo ano.

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