Policiais identificaram motorista como Miriam Carey, 34 anos; segundo a mãe, ela sofria de depressão pós-parto

Autoridades policiais investigaram o motivo pelo qual uma mulher tentou furar um bloqueio em frente à Casa Branca, em Washington, provocando uma perseguição de alta velocidade , que fechou o Capitólio e terminou com a motorista sendo morta pela polícia.

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Um agente retira evidências do apartamento onde acredita-se que Miriam Carey vivia em Stamford, Connecticut, EUA (4/10)
AP
Um agente retira evidências do apartamento onde acredita-se que Miriam Carey vivia em Stamford, Connecticut, EUA (4/10)

Assista: Veja o vídeo da perseguição que terminou em morte nos EUA

A perseguição na quinta-feira que envolveu dois marcos históricos dos EUA fechou por um breve momento as Casas do Congresso, onde os legisladores debatiam como colocar fim à paralisação do governo e provocou pânico em uma cidade onde um atirador matou 12 pessoas há duas semanas.

Segundo a polícia, aparentemente não há nenhuma ligação direta com terrorismo e não há indicação de que a mulher estivesse armada. O chefe da polícia do Capitólio Kim Dine, cujos oficiais estavam trabalhando sem receber pagamento por causa da paralisação, caracterizou o incidente como uma "questão isolada e singular".

Dois policiais identificaram a motorista como Miriam Carey, 34 anos, de Stamford, Connecticut. Ela estava viajando ao lado de uma menina de 1 ano de idade, que sobreviveu aos tiros. As autoridades falaram em condição de anonimato.

A mãe de Carey, Idella Carey, afirmou à TV ABC na quinta-feira à noite que sua filha sofreu de depressão pós-parto após dar à luz sua filha Erica, em agosto do ano passado. "Ela teve depressão pós-parto após ter o bebê", disse. E acrescentou: "Meses depois, ela ficou doente. Ela entrou em depressão...e foi hospitalizada."

Idella Carey disse que sua filha "não tinha histórico violento" e ela não sabe por qual razão ela estava em Washington na quinta-feira. Ela disse que achava que Carey estava com Erica em uma consulta médica em Connecticut.

A TV ABC afirmou que Miriam Carey era uma dentista. Seu chefe, Steven Oken, descreveu-a como uma pessoa que estava "sempre feliz". "Eu nunca ia imaginar nem em um milhão de anos que ela faria algo assim", disse.

Turistas, congressistas e alguns senadores observaram toda a cena, quando uma caravana de carros da polícia perseguia o carro preto com placa de Connecticut pela Avenida Constitution, do lado de fora do Capitólio. A Câmara dos Representantes e o Senado entraram em recesso imediato, enquanto a polícia do Capitólio transmitiu uma mensagem pelo seu sistema de rádio ordenando que as pessoas ficassem em segurança e saíssem de perto de janelas.

Veja imagens da perseguição policial:

O carro da mulher ficou cercado por carros da polícia, mas ela conseguiu escapar. Um vídeo amador mostra a polícia apontando armas contra seu carro antes que ela atingisse um carro do Serviço Secreto e continuasse a dirigir. A chefe da polícia metropolitana Cathy Lanier disse que a polícia a matou a tiros a uma quadra do Capitólio.

O FBI emitiu um mandado de busca relacionado à investigação e a polícia isolou um condomínio em Stamford. Os eventos tiveram início quando a mulher acelerou na entrada que leva à Casa Branca, furando bloqueios. Quando ela percebeu que não podia atravessar o segundo bloqueio, ela virou o carro do lado oposto, atingindo um agente do Serviço Secreto, segundo informou o turista B.J. Campbell de Portlan, Oregon.

Um membro do Serviço Secreto e um policial ficaram feridos, mas estão em boas condições e devem se recuperar rápido.

Com AP

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