Paralisação do governo dos EUA força Obama a cancelar viagem à Ásia

Por iG São Paulo |

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'Apagão' de serviços e programas entra no quarto dia, sem sinais de acordo entre republicanos e democratas

O presidente dos EUA, Barack Obama, cancelou o giro que faria na Ásia neste final de semana para ficar em Washington e pressionar pela aprovação do orçamento para que os programas e agências do governo voltem a funcionar após dias de paralisação parcial.

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Em comunicado emitido na quinta-feira, a Casa Branca culpou os republicanos, dizendo que a paralisação "completamente evitável" do governo estava prejudicando os esforços para promover o comércio e a influência americana nos mercados emergentes. O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, foi a Bali, na Indonésia, nesta sexta-feira e vai chefiar a delegação americana nas reuniões.

A decisão de Obama de faltar às reuniões na Indonésia e em Brunei é uma indicação de quão travado está o impasse, que entra nesta sexta-feira (4) em seu quarto dia. O financiamento de boa parte dos programas e agências do governo foram cortados a partir de terça-feira, diante de um esforço dos republicanos para inviabilizar a lei da reforma de saúde do presidente Barack Obama, barrando a aprovação do orçamento.

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Era esperado que Obama fosse para Bali na noite de sábado para um encontro da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico. Originalmente, ele faria quatro paradas, mas a Casa Branca anunciou na quarta-feira que as visitas a Malásia e Filipinas seriam cortadas por causa de problemas com a equipe, devido à paralisação.

"O cancelamento dessa viagem é outra consequência do (comportamento) dos republicanos que forçam a paralisação do governo", disse o secretário da Casa Branca Jay Carney. "Essa paralisação completamente evitável está prejudicando nossa capacidade de criar empregos através da promoção das exportações dos EUA."

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Na sexta-feira, a Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, planejaram uma votação que propõe uma série de pequenas leis para a reabertura de partes seletivas do governo mais afetadas pela paralisação, como um programa de fornecimento de alimentos para mulheres grávidas e seus filhos. A Casa Branca e os aliados democratas do governo no Congresso rejeitaram a estratégia e querem a aprovação direta para financiar todo o corpo do governo.

Obama personalizou as críticas com mais força diante da paralisação, ao se referir ao presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner. "O presidente John Boehner não vai deixar nem que a lei seja votada, porque ele não quer deixar os extremistas em seu partido nervosos. É isso. É isso que significa tudo isso."

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"Minha mensagem simples hoje é: 'marque a votação'", disse Obama em um discurso em uma construtora no Estado de Maryland. "Coloque em votação. Parem com essa farsa, e encerre esta paralisação imediatamente."

Obama alertou que por mais dolorosa que seja a paralisação do governo, um calote causado pelo fracasso em elevar o limite do endividamento seria muito pior para a economia como um todo.

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O porta-voz de Boehner disse que o presidente da Câmara sempre "disse que os Estados Unidos não vão deixar de honrar os seus débitos". "Ele também sempre disse que não há na Câmara votos para aprovar uma lei 'completa' sobre o limite de endividamento. É por isso que precisamos de uma lei com cortes e reformas", declarou o porta-voz.

Com AP e Reuters

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