Equipes retomam buscas por imigrantes desaparecidos após naufrágio na Itália

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Autoridades estimam que 300 das mais de 450 pessoas que viajavam morreram; 111 corpos foram recuperados

Equipes de resgate enfrentavam águas agitadas nesta sexta-feira (4) na busca de dezenas de imigrantes que teriam se afogado após um barco lotado ter pegado fogo e naufragado na ilha de Lampedusa, na Itália.

Lampedusa: Naufrágio de barco com imigrantes na Itália mata mais de 100

AP
Guardas resgatam sobrevivente de naufrágio de barco que levava imigrantes africanos a Lampedusa, Itália

Na quinta: Naufrágio na Itália 'é uma vergonha', diz papa Francisco

A proporção da tragédia - com 111 corpos recuperados até o momento e muitos outros imigrantes desaparecidos - provocou reações de dor e tristeza e apelos por uma política de imigração mais ampla que lide melhor com os imigrantes que tentam escapar de uma vida de pobreza e conflitos na África e no Oriente Médio.

O papa Francisco disse desta sexta-feira que esse era um "dia de lágrimas" e denunciou o sistema "selvagem" que leva pessoas a deixar suas casas por uma vida melhor, sem nem se importar se sobreviverão no processo.

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O barco de 20 metros de comprimento levava imigrantes da Eritreia, Gana e da Somália, segundo a Guarda Costeira. Um incêndio teve início quando um dos passageiros ateou fogo em um pedaço de tecido para tentar atrair a atenção de um navio que passava. Mergulhadores da Guarda Costeira encontraram os destroços da embarcação no fundo do mar.

Autoridades estimam que cerca de 300 morreram no naufrágio. Segundo oficiais, apenas 155 pessoas das cerca de 450 a 500 que estavam a bordo sobreviveram. 

Navios da Guarda Costeira italiana, barcos de pesca e helicópteros da região ajudaram nas buscas. 

Imigrante somali de 16 anos observa pôr-do-sol de balsa ao deixar ilha de Lampedusa, na Itália (7/10). Foto: APMergulhadores retomam buscas e resgatam mais dez corpos de barco que naufragou na costa da Sicília (6/10). Foto: Antonio Parrinello/ReutersSobreviventes prestaram homenagem aos mortos no naufrágio, cujos corpos estão em um hangar no aeroporto da ilha (6/10). Foto: Antonio Parrinello/ReutersBandeira preta com a palavra 'Vergonha' tremula na ilha de Lampedusa, Itália (4/10). Foto: APMenino dorme em acampamento temporário na ilha de Lampedusa, na Itália (4/10). Foto: APGuardas resgatam sobrevivente de naufrágio de barco que levava imigrantes africanos a Lampedusa, Itália (4/10). Foto: APCorpos de imigrantes mortos em naufrágio são enfileirados no porto de Lampedusa (3/10). Foto: APCorpo de um imigrante que morreu afogado é resgatado pela Guarda Costeira e levado ao porto de Lampedusa, Sicília (3/10). Foto: APCorpos de imigrantes que morreram no naufrágio são enfileirados no porto de Lampedusa, Itália (3/10). Foto: APEmbarcação da Guarda Costeira italiana transporta sobreviventes de naufrágio de navio que carregava imigrantes na ilha de Lampedusa, Itália (3/10). Foto: APImigrante ferido aguarda para ser atendido no hospital de Lampedusa, na Itália (3/10). Foto: AP

Foi um dos mais mortais acidentes na conhecida travessia que milhares fazem todos os anos, buscando uma nova vida de prosperidade na União Europeia. Traficantes cobram centenas de dólares por pessoa pela viagem a bordo de barcos superlotados que não contam com coletes salva-vidas para todos.

Centenas de imigrantes chegam à Costa italiana todos os dias, particularmente no verão, quando o mar está geralmente mais calmo. Lampedusa, a 113 quilômetros da Tunísia, tem sido um centro de imigração ilegal.

Com AP

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