Paralisação dos EUA entra no 3º dia após fracasso em reunião na Casa Branca

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Republicanos devem seguir tentando aprovar reabertura parcial de serviços suspensos, recusada por Casa Branca

Uma reunião infrutífera entre o presidente dos EUA, Barack Obama, e líderes do Congresso aprofundou a impressão de que a paralisação parcial do governo dos EUA pode continuar por semanas e tornar-se uma batalha ainda mais difícil com a aproximação da revisão do teto de endividamento do país.

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AP
Presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, chega ao Capitólio em Washington, EUA

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A paralisação do governo entrou no seu terceiro dia nesta quinta-feira (3), mantendo milhares de funcionários públicos federais em casa e afetando americanos de diversas maneiras. Vários programas do governo, desde o projeto de alimentação para mulheres grávidas até serviços telefônicos de agências federais, estavam suspensos. Obama foi forçado a reduzir o período de uma viagem para a Ásia.

O financiamento de grande parte do governo está interrompido desde terça-feira (1º), quando um esforço dos republicanos para inviabilizar a reforma de saúde de Obama barrou a aprovação do orçamento temporário.

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No encontro na Casa Branca na quarta-feira (2), Obama reiterou seu apelo para que a Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, aprove o orçamento sem impor condições para tal. "A Câmara poderia agir hoje para reabrir o governo e impedir o prejuízo que essa paralisação está causando para a economia e para as famílias em todo o país", disse a Casa Branca em um comunicado escrito após o encontro. Em referência aos republicanos, acrescentou que "o presidente continua esperançoso de que o bom senso vai prevalecer".

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Líderes republicanos criticaram o presidente por se recusar a negociar e insistiram que mudanças sejam feitas na lei da reforma da saúde. A paralisação parcial, que gera um prejuízo calculado em US$ 300 milhões por dia (R$ 658 milhões), fechou parques nacionais e forçou 800 mil funcionários públicos federais a permanecer em casa, sem remuneração.

Com isso, a indignação pública aumenta. A paralisação forçou 20 casais a cancelarem suas cerimônias de casamento planejadas para outubro, devido ao fechamento dos monumentos em Washington. Potenciais proprietários de imóveis que solicitaram hipotecas enfrentavam atrasos, porque muitos precisam da confirmação de seus dados financeiros feita pelo governo. Para tribos indígenas, os efeitos foram mais imediatos. Programas de assistência médica para idosos e deficientes e serviços de transporte em áreas rurais foram suspensos.

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"Estamos recebendo ligações de pessoas dizendo: 'Quem vai cuidar da minha mãe? Quem vai cuidar do meu pai?'", disse Shar Simpson, que lidera o programa de assistência médica para a tripo Crow, de Montana.

Funcionários classificados como "essenciais", como controladores do tráfego aéreo, agentes que patrulham as fronteiras e inspetores de alimentos, continuam a trabalhar.

O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, reclamou a jornalistas que Obama disse novamente que "não vai negociar". Boehner deixou claro que a alteração da reforma da saúde de Obama faz parte do preço para que os trabalhadores federais retornem aos seus empregos.

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Na quinta-feira, os republicanos planejam continuar a reforçar sua mais recente estratégia: tentar reabrir pela Câmara alguns dos programas e serviços mais populares. Os democratas exigem que o governo inteiro seja reaberto, e a Casa Branca e o líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid, já disseram que essas propostas republicanas não têm chances de serem aprovadas.

Com AP

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