Obama culpa 'cruzada ideológica' por paralisação do governo dos EUA

Por iG São Paulo |

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Em carta, presidente dos EUA afirma que suspensão das operações e serviços era 'completamente evitável'

O presidente dos EUA, Barack Obama, culpou os republicanos nesta terça-feira (1º) pelo que chamou de "cruzada ideológica" contra seu programa de saúde e fez um apelo para que os parlamentares votem para que as operações do governo voltem a funcionar sem estabelecer condições.

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AP
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"Eles paralisaram o governo por causa de uma cruzada ideológica para negar seguro-saúde num valor acessível a milhões de americanos", disse em declaração nos jardins da Casa Branca.

"Muitos deputados deixaram claro que se tivessem permissão do presidente (da Câmara dos Deputados John) Boehner para fazer uma votação simples para deixar o governo operando sem condições atreladas, votos suficientes dos dois partidos teriam deixado o governo do povo americano aberto e operando."

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Além do pronunciamento, Obama afirmou em carta aos funcionários públicos federais dos EUA que a paralisação do governo "era completamente evitável" e que vai tentar convencer o Congresso a retomar as operações.

O texto, publicado no site do Departamento de Energia, elogia os trabalhadores por seu serviço prestado e afirma que "vocês fazem tudo isso em uma clima político que, muitas vezes nos últimos anos, tem tratado vocês como um saco de pancadas". "Essa paralisação era totalmente evitável. Isso não deveria ter acontecido."

Pela primeira vez em 17 anos, os EUA enfrentam uma paralisação parcial de seu governo, devido a um impasse sobre a aprovação do orçamento temporário. Esse impasse se deu porque parte dos republicanos quer inviabilizar a reforma de saúde, principal bandeira doméstica de Obama.

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Cerca de 800 mil funcionários públicos são forçados a ficar em casa sem remuneração e a maioria dos programas e serviços federais não essenciais foram suspensos.

Parques nacionais e museus em Washington serão fechados, e agências como a Nasa e a Agência de Proteção Ambiental também não funcionarão. Os funcionários classificados como essenciais ao governo - como controladores de tráfego aéreo, agentes de proteção de fronteiras e inspetores de alimentos - continuarão a trabalhar e o Departamento de Estado prosseguirá aceitando pedidos de vistos. Embaixadas e consulados no exterior continuarão a fornecer serviços aos americanos.

Criticado por Obama, o presidente da Câmara, o republicano John Boehner disse na segunda-feira (30) que não queria a paralisação do governo, mas insistiu que a reforma da saúde "está tendo um impacto devastador...e algo precisa ser feito".

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