Senado dos EUA rejeita Orçamento da Câmara horas antes do prazo para paralisação

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Se consenso não for alcançado até meia-noite, governo dos EUA sofrerá paralisia parcial de serviços não essenciais

O governo dos EUA ficou à beira de uma paralisação parcial nesta segunda-feira (30) depois que o Senado, dominado pelos democratas, se recusou a recuar em uma briga com a Câmara dos Representantes, majoritariamente republicana, sobre a reforma de saúde do presidente Barack Obama.

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Menos de dez horas antes do prazo final de meia-noite, os democratas do Senado dos EUA derrubaram uma proposta da Câmara dos Deputados, onde os republicanos são maioria, de adiamento por um ano da reforma na saúde, conhecida como Obamacare, em troca do financiamento temporário do governo federal.

Agora cabe à Câmara aceitar um Orçamento que não adie a reforma da saúde - o que já foi recusado anteriormente - ou encontrar uma alternativa aceitável para o Senado.

Caso nenhuma dessas duas opções funcione, o governo enfrentará sua primeira paralisação parcial em 17 anos. A falta de acordo forçaria 800 mil funcionários públicos a ficar em casa sem remuneração e abalaria a recuperação econômica americana.

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"Estamos no limite", disse a senadora Barbara Mikulski, uma democrata, enquanto líderes republicanos da Câmara preparavam seu próximo passo.

Alguns serviços importantes continuariam durante a possível paralisação, como o controle das fronteiras e do tráfego aéreo. O Departamento de Estado também continuaria a processar pedidos estrangeiros de vistos, e as embaixadas e os consulados estrangeiros continuariam a fornecer serviços aos cidadãos americanos.

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Apesar de não haver sinais de compromisso, Obama insistiu que ele não está "nem um pouco resignado" com a possível paralisação do governo e esperava conversar com líderes do Congresso durante o dia para resolver o impasse.

O presidente prometeu não permitir que os republicanos usem o Orçamento para atrapalhar sua mais importante conquista política interna. "Há uma solução muito simples para isso", disse Obama na Casa Branca, depois de um encontro com Benjamin Netanyahu. "(Que) todos ajam de maneira responsável e façam o que é certo para o povo americano."

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A perspectiva de uma paralisação parcial contribuiu para uma queda nos mercados de ação ao redor do mundo. Alguns líderes republicanos temem que o povo culpe o partido por uma paralisação caso eles insistam em incapacitar a reforma da saúde.

Poucas questões são tratadas com tamanha paixão pelos republicanos quanto a reforma da saúde, que eles apelidaram como "ObamaCare". Eles enxergam o plano, que prevê fornecer saúde para milhões de americanos sem cobertura de plano de saúde, como um gasto ínútil que restringe a liberdade, uma vez que exige que a maioria dos americanos tenha plano.

Uma crucial parte do plano terá incício na terça-feira, se o governo paralisar parcialmente ou não: a inscrição de milhões de americanos nas novas centrais de saúde. Isso porque a maior parte do programa é paga com verbas que não estão sujeitas à aprovação no Congresso.

Com AP e Reuters

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