Síria vai respeitar acordos da ONU sobre armas químicas, diz Assad

Por iG São Paulo |

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Em entrevista a canal italiano, presidente sírio afirma que País se juntou ao acordo antes dele ser aprovado


AP
Foto de Bashar al-Assad em conversa com repórteres após viagem à França em 2010

O presidente sírio Bashar Al-Assad disse em entrevista, neste domingo (29), que a Síria vai respeitar os acordos das Nações Unidas. Na semana passada o Conselho de Segurança da ONU aprovou destruição de armas químicas da Síria.

Assad disse em entrevista ao canal de televisão italiano RAI News 24 que cumpriria o acordo. “É claro que temos de cumprir. Está na nossa história cumprir com todos os tratados que assinamos", disse. Ele também disse estar disposto a discutir uma solução política para a crise da Síria, mas que não vai falar com rebeldes armados.

Entenda: Rússia e EUA chegam a acordo sobre resolução na ONU para armas químicas sírias

Veja galeria de fotos do suposto ataque químico na Síria:

Imagem fornecida pelo Gabinete de Mídia de Douma mostra sírio ao lado de corpos de vítimas mortas por suposto ataque químico. Foto: APCrianças afetadas por suposto ataque químico respiram com máscaras de oxigênio no subúrbio de Saqba, Damasco. Foto: ReutersSírios tentam identificar corpos depois de suposto ataque químico em Arbeen, subúrbio da Síria. Foto: APMenino que sobreviveu a suposto ataque químico chora em abrigo montado dentro de mesquita no bairro de Duma, Damasco. Foto: ReutersHomem e mulher velam corpos de sírios após suposto ataque com gás venenoso lançado pelas forças do regime de Assad. Foto: APJovem que sobreviveu a suposto ataque químico chora dentro de mesquita em bairro de Duma, Damasco. Foto: ReutersHomem, afetado pelo que ativistas dizem ser gás neurológico, respira com ajuda de máscara de oxigêneo em subúrbio de Damasco. Foto: ReutersImagem fornecida pelo Comitê Local de Arbeen mostra corpos de sírios enfileirados em Arbeen, Damasco. Foto: APSegundo ativistas da oposição, armas químicas teriam matado centenas. Foto: BBCSírios colocam corpos de vítimas de suposto ataque químico em vala comum em Hamoria, área nos subúrbios a leste de Damasco. Foto: Reuters

Outros supostos ataques: Inspetores de armas químicas da ONU retornam à Síria
"Nós nos juntamos ao acordo internacional contra a aquisição e o uso de armas químicas mesmo antes dessa resolução ser aprovada", afirmou, quando questionado se a Síria se adequaria à resolução adotada na sexta-feira.

Veja também: Debate sobre armas químicas deixa crise humanitária na Síria fora dos holofotes

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas adotou na semana passada uma resolução que exige a erradicação das armas químicas da Síria, mas não ameaça o presidente sírio, Bashar al-Assad, com uma ação militar automática se seu governo não cumprir a determinação.

A aprovação unânime no Conselho de Segurança, formado por 15 países, encerrou semanas de intensos debates diplomáticos entre Rússia e Estados Unidos. A resolução é baseada em um acordo que os dois países alcançaram em Genebra no início do mês após o ataque com gás sarin que matou centenas de pessoas nos subúrbios de Damasco em 21 de agosto.

(Com informações da AP e Reuters)

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