Uma semana depois de ataque em shopping, que matou 67 pessoas, governo tenta evitar novas ações

Reuters

O Quênia está "em guerra" com militantes islamistas que atacaram um shopping center em Nairóbi, disse o governo neste sábado (28), enquanto enfrentava perguntas se tinha recebido alertas da inteligência antes do ataque fatal.

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Uma semana depois do ataque ao shopping center Westgate, que matou 67 civis e policiais e cuja autoria foi reivindicada pelo grupo militante somali Al Shabaab, o governo vem tentando garantir aos quenianos que pode protegê-los de outros ataques.

Três jornais quenianos divulgaram no sábado que há um ano o Serviço Nacional de Inteligência do país havia advertido sobre a presença de supostos militantes do Al Shabaab em Nairóbi e que eles planejavam lançar "ataques suicidas" no shopping Westgate e em uma igreja na cidade.

"Todos os dias recebemos informações e agimos de acordo com a informação e muitos ataques são evitados. Mas o fato de você obter a informação não significa que algo não pode acontecer", disse Mutea Iringo, secretário no Ministério do Interior.

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"O que estamos dizendo é que estamos em guerra, e que todo dia algum jovem queniano é radicalizado pelo Al Shabaab para matar quenianos", disse Iringo, pedindo aos cidadãos do país do leste africano a ficarem alertas e a cooperarem com as autoridades.

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Os relatos dos jornais surgiram antes de uma reunião na segunda-feira do Comitê de Relações Exteriores e de Defesa do Parlamento queniano.


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