Forças de segurança do Quênia teriam provocado desmoronamento de shopping

Por iG São Paulo |

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Segundo fontes, os militantes que atacaram o shopping no Quênia teriam alugado loja antes de atentado

Um autoridade afirmou nesta sexta-feira (27) à agência Associated Press que o desmoronamento de três andares do shopping Westgate, no Quênia, durante o cerco terrorista de quatro dias, foi provocado pelas forças de segurança. Segundo ele, tropas quenianas dispararam granadas dentro do centro de compras, provocando o desmoronamento.

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Ele não informou se a operação foi realizada para provocar a queda dos três andares, nem se foi intencional. Essa indicação ocorre em meio a acusações de que as próprias forças de segurança teriam matado alguns reféns durante a tentativa de resgate.

De acordo com a autoridade, que falou em condição de anonimato, autópsias vão determinar se algumas mortes foram provocadas pelo desmoronamento do prédio ou pelos disparos dos terroristas.

Agentes do FBI, junto a investigadores do Reino Unido, Canadá e Aleamanha foram enviados para ajudar a investigar a cena do crime. Muitas das vítimas do ataque eram estrangeiras.

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Também nesta sexta-feira, fontes informaram à rede britânica BBC, que os militantes haviam alugado uma loja no shopping semanas antes de realizar o atentado para estocar armas e munições. De acordo com a CNN, o aluguel da loja foi feito há mais de um ano.

Por conseguirem deixar as armas pré-posicionadas, eles puderam recarregar-se rapidamente de revólveres e munições para impedir as forças de segurança. De acordo com o presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, o cerco ao shopping, que durou quatro dias, deixou 67 mortos. Cinco militantes também teriam sido mortos. A Cruz Vermelha informa que ainda há 61 desaparecidos.

Especialistas forenses ainda estão no prédio vasculhando por corpos ou pistas que esclareçam o ataque. O grupo somali islâmico Al-Shabab, vinculado à Al-Qaeda, reivindicou a autorida do ataque na capital queniana, Nairóbi.

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Chefes de várias agências de segurança do Quênia foram intimados a comparecer diante do comitê de defesa do Parlamento na segunda-feira, em meio a crescentes preocupações sobre o preparo das autoridades para lidar com um ataque dessa natureza.

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O presidente do comitê, Ndung'u Gethenji, afirmou à BBC que o povo do Quênia "precisa saber exatamente quais foram as falhas no sistema de segurança que permitiram que um evento como esse acontecesse".

Com AP

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