Conselho de Segurança da ONU aprova destruição de armas químicas da Síria

Por iG São Paulo * | - Atualizada às

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Medida é tomada após o ataque com gás sarin que matou centenas de pessoas nos subúrbios da cidade de Damasco

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas aprovou uma resolução nesta sexta-feira (27) que exige a erradicação das armas químicas da Síria, mas não ameaça o presidente sírio, Bashar al-Assad, com uma ação militar automática se seu governo não cumprir a determinação.

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A aprovação unânime no Conselho de Segurança, formado por 15 países, encerrou semanas de intensos debates diplomáticos entre Rússia e Estados Unidos. A resolução é baseada em um acordo que os dois países alcançaram em Genebra no início do mês após o ataque com gás sarin que matou centenas de pessoas nos subúrbios de Damasco em 21 de agosto.

AP
Aprovação unânime no Conselho de Segurança, formado por 15 países, encerrou semanas de intensos debates

O regime sírio terá uma semana para dar informações detalhadas sobre seu arsenal, incluindo os nomes e as quantidades de todos os agentes químicos em seu estoque; o tipo e a quantidade de munições que podem ser usadas para disparar armas químicas e a localização das armas, das instalações de armazenagem e de produção.

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Os inspetores responsáveis por rastrear o estoque de armas químicas e verificar o plano de destruição planejam iniciar seus trabalhos na Síria na terça-feira (1º). Eles terão como desafios um apertado prazo, além de ter que trabalhar no meio de uma zona de guerra, de acordo com um projeto de decisão obtido nesta sexta-feira (27) pela agência Associated Press.

Se a Síria não cumprir o acordo, a resolução indica que o Conselho de Segurança precisará adotar uma segunda resolução para impor uma possível ação militar e outras ações contra Damasco. Entretanto, após dois anos e meio de paralisia, o acordo representa um avanço para o Conselho de Segurança e uma rara união entre Rússia, que apoia o regime do presidente Bashar al-Assad , e os EUA, que estão do lado da oposição.

*Com informações da AP e Reuters

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