Penitenciária Cordillera oferece acomodações confortáveis com acesso à internet e quadras de tênis

Cláudio Escobar segura cartaz em menifestação organizada por ativistas de direitos humanos do lado de fora da prisão Cordillera, em Santiago, Chile
AP
Cláudio Escobar segura cartaz em menifestação organizada por ativistas de direitos humanos do lado de fora da prisão Cordillera, em Santiago, Chile

Reuters

O presidente conservador do Chile, Sebastián Piñera, determinou na quinta-feira (26) a desativação de uma luxuosa prisão exclusiva para ex-agentes da ditadura militar condenados por violações dos direitos humanos.

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A penitenciária Cordillera, construída logo após a redemocratização do Chile, oferece acomodações confortáveis, acesso à internet, jardins, atendimento de nutricionista e quadra de tênis.

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Piñera, primeiro presidente direitista desde o fim do regime de Augusto Pinochet (1974-1990), argumentou que a desativação atende a "três princípios: a igualdade perante a lei, a segurança dos detentos e o funcionamento normal e mais eficiente da polícia".

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Entre os atuais detentos no local está Manuel Contreras, ex-chefe da temida Dina, a agência de inteligência nacional, que foi condenado a mais de 200 anos de prisão por sua responsabilidade em crimes cometidos contra opositores de Pinochet.

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