Chile vai fechar luxuosa prisão para agentes da ditadura militar

Por Reuters |

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Penitenciária Cordillera oferece acomodações confortáveis com acesso à internet e quadras de tênis

AP
Cláudio Escobar segura cartaz em menifestação organizada por ativistas de direitos humanos do lado de fora da prisão Cordillera, em Santiago, Chile

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O presidente conservador do Chile, Sebastián Piñera, determinou na quinta-feira (26) a desativação de uma luxuosa prisão exclusiva para ex-agentes da ditadura militar condenados por violações dos direitos humanos.

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A penitenciária Cordillera, construída logo após a redemocratização do Chile, oferece acomodações confortáveis, acesso à internet, jardins, atendimento de nutricionista e quadra de tênis.

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Piñera, primeiro presidente direitista desde o fim do regime de Augusto Pinochet (1974-1990), argumentou que a desativação atende a "três princípios: a igualdade perante a lei, a segurança dos detentos e o funcionamento normal e mais eficiente da polícia".

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Relembre cenas do golpe militar do Chile:

Palácio presidencial do Chile é bombardeado durante golpe militar de Augusto Pinochet (11/9/1973). Foto: APSoldados e bombeiros carregam copo do presidente Salvador Allende para fora do palácio presidencial chileno La Moneda (11/9/1973). Foto: APChilenos observam estrago no palácio presidencial La Mondela em Santiago após bombardeios do golpe militar de 11 de setembro (15/9/1973). Foto: APSala presidencial onde o presidente do Chile Salvador Allende teria cometido suicídio em 11 de setembro de 1973 (29/9/1973). Foto: APGeneral Augusto Pinochet (centro) preside reunião com sua equipe militar em Santiago, Chile, dias após o golpe (20/9/1973). Foto: AP

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Entre os atuais detentos no local está Manuel Contreras, ex-chefe da temida Dina, a agência de inteligência nacional, que foi condenado a mais de 200 anos de prisão por sua responsabilidade em crimes cometidos contra opositores de Pinochet.

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