Protestos por subsídios a combustíveis deixam ao menos 27 mortos no Sudão

Por Reuters |

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Presidente do país, que possui mandado de prisão emitido pelo TPI, não comparecerá a Assembleia Geral da ONU

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Meninos caminham em meio a veículos queimados depois que manifestantes atearam fogo em um posto de gasolina em Cartum, Sudão

Os protestos em Cartum, no Sudão, contra o corte dos subsídios a combustíveis anunciado pelo presidente Omar Hassan al-Bashir deixaram ao menos 27 mortos, segundo disse uma fonte médica nesta quinta-feira (26). Este é o pior episódio de distúrbios sociais em anos na capital sudanesa.

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Milhares de manifestantes incendiaram carros e postos de gasolina em áreas centrais da capital na quarta-feira. O acesso à internet caiu em todo o país, embora a causa não tenha sido esclarecida.

O presidente Bashir, apesar de ter um mandado de prisão emitido contra ele pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), tem conseguido evitar protestos como os que derrubaram governantes em Estados árabes como o Egito e a Tunísia, mas a revolta aumenta face à inflação e a corrupção.

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Uma autoridade da Organização das Nações Unidas (ONU) disse à Reuters por email que Bashir, empossado num golpe de Estado em 1989, não iria a Nova York para a Assembleia Geral da ONU. O presidente havia informado no domingo que planejava comparecer e havia feito reserva em um hotel.

Parentes e médicos afirmaram que os protestos de quarta-feira deixaram seis mortos, mas uma fonte médica no hospital do bairro de Omdurman, em Cartum, disse à Reuters sob condição de anonimato que "morreram 27 pessoas nos protestos e seus corpos estão no hospital de Omdurman".

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O país árabe na África tem sofrido por décadas com insurgências armadas em suas empobrecidas regiões periféricas, mas as áreas centrais mais ricas ao longo do Nilo, incluindo Cartum, se mantêm relativamente a salvo de agitação.

Protestos similares ocorreram em junho do ano passado após alguns subsídios a combustíveis terem sido cortados, mas foram dissipados após choques das forças de segurança. A revolta atual começou na segunda-feira, depois que o governo anunciou outra rodada de cortes no subsídios aos combustíveis.

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