A pedido do Quênia, Interpol emite alerta contra viúva britânica de terrorista

Por iG São Paulo |

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Apesar de especulação, alerta não menciona envolvimento de Samantha Lewthaite no ataque a shopping de Nairóbi

A Interpol emitiu nesta quinta-feira (26) um alerta vermelho em nome das autoridades do Quênia contra Samantha Lewthaite, a fugitiva britânica apelidada pela mídia como a "viúva branca".

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AP
Foto sem data fornecida pela Interpol mostra Samantha Lewthaite

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Samantha, 29 anos, se converteu ao islamismo e seu primeiro marido foi um dos homens-bomba a participar do ataque de 2005 ao sistema de transporte público de Londres que deixou 52 mortos. Ela é procurada pelas autoridades quenianas por suposto envolvimento em um plano para atacar resorts turísticos no país.

Comentários em redes sociais que afirmavam que uma mulher branca estava comandando o ataque terrorista em um shopping em Nairóbi seguidos por comentários da chanceler queniana de que uma britânica tinha envolvimento no atentado fez com que alguns jornais britânicos apontassem Samantha como possível suspeita do recente ataque, apesar da falta de evidências de que ela estivesse ligada ao ataque.

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O mandado da Interpol não fez nenhuma menção ao ataque no shopping Watergate e afirma que Samantha é procurada por estar em posse de explosivos em por planejar um ataque em dezembro de 2011.

A emissão do alerta vermelho pela Interpol serve para alertar policiais de todo mundo de que uma pessoa é procurada, mas não corresponde a uma ordem de prisão. 

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Autoridades africanas também ligaram Samantha a outros ataques sem apresentar evidências de seu envolvimento. Acredita-se que ela foi questionada pela polícia uma vez, mas não foi levada sob custódia.

Ela chegou a criticar seu falecido marido Jermaine Lindsay por participar dos ataques em Londres, mas depois aparentemente abraçou a jihad. Ela afirmou ao jornal The Sub em setembro de 2005 que seu marido havia sido influenciado por mesquitas radicais.

"A forma que essas pessoas transformaram e envenenaram a mente do (meu marido) é terrível", disse ela, segundo o jornal. "Ela era um homem inocente, ingênuo e simples. Eu suponho que ele deve ter sido o candidato ideal. Ele ficava muito furioso quando via civis muçulmanos serem mortos nas ruas do Iraque, da Bósnia, da Palestina e de Israel - e sempre dizia que eram os inocentes que sofriam."

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