Dilma enfrenta denúncia de espionagem dos EUA com dignidade, diz Cristina

Por Leda Balbino - de Nova York* | - Atualizada às

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Líder se reúne com presidente argentina e Clinton, que a convidou para encontro de sua fundação no Rio de Janeiro

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, declarou nesta segunda-feira (23) solidariedade ao Brasil em relação à denúncia de que o governo americano espionou milhões de emails e telefonemas de brasileiros, incluindo os da presidente Dilma Rousseff, de seus assessores e da multinacional Petrobras.

TV: Presidente Dilma foi alvo de espionagem dos EUA

Roberto Stuckert Filho/PR
Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, se reúne com Dilma Rousseff em Nova York, EUA

Após Dilma: Petrobras teria sido alvo de espionagem dos EUA

“Dilma condena a espionagem e me parece que enfrenta (a questão) com dignidade”, afirmou Cristina após encontro em Nova York, lembrando que a líder brasileira cancelou há uma semana a viagem como chefe de Estado que faria a Washington em outubro. “Vamos esperar com atenção o discurso de Dilma”, acrescentou, indicando que a presidente do Brasil deve abordar o tema ao abrir os debates da 68ª Assembleia Geral da ONU com seu discurso na terça-feira (24).

Sem condições: Dilma diz que cancelou viagem por 'ausência de apuração'

Terça: Espionagem deve marcar discurso de Dilma na Assembleia Geral da ONU

Ao lembrar que o avião do presidente da Bolívia, Evo Morales, foi vasculhado em Viena (Áustria) no início de julho, quase um mês depois de o escândalo de espionagem ter vindo à tona, Cristina afirmou que os programas de monitoramento de emails e telefones dos EUA afetam a dignidade de toda a América Latina. Em julho, alguns países europeus fecharam seu espaço aéreo ao avião de Evo com a suspeita de que nele estivesse o ex-analista da CIA Edward Snowden, que vazou os documentos sobre o esquema de vigilância americana.

Julho: Avião de líder da Bolívia é desviado por suspeita de levar delator dos EUA

Antes de Cristina, o ex-presidente americano Bill Clinton (1993-2001) reuniu-se com Dilma em Nova York. Ao deixar o hotel onde visitou a líder brasileira, Clinton limitou-se a descrever o encontro como “incrível”, reijeitando fazer mais declarações.

Posteriormente, a ministra de Comunicação Social Helena Chagas afirmou que Clinton usou o encontro para convidar Dilma a participar do evento de sua fundação Global Initiative em 9 de dezembro, no Rio.

Roberto Stuckert Filho/Presidência da República
Presidente Dilma Rousseff se reúne com o ex-presidente dos EUA Bill Clinton em Nova York

*Repórter viaja como bolsista da Dag Hammarskjöld Fellowship, da ONU

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