Milhares de turistas enfrentam caos para deixar Acapulco após tempestades

Por iG São Paulo |

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Com estradas principais bloqueadas, 2 mil conseguiram deixar balneário mexicano em aviões da Base Aérea

Milhares de turistas passaram a noite desta terça-feira (17) em fila em uma estrada enlameada perto de uma base militar aguardando uma chance de voltar para casa em uma das duas pontes aéreas no famoso balneário de Acapulco, no México, que ficou isolado por deslizamentos de terra provocados pela tempestade tropical Manuel.

México: Furacão Ingrid e tempestade Manuel provocam 12 mortes

AP
Centenas de turistas se reúnem do lado de fora da Basea Aérea para tentar pegar um voo e deixar Acapulco em direção à Cidade do México (17/9)

Caos em Acapulco: Chuvas matam pelo menos 55 pessoas no México

Com as duas estradas que levam à Cidade do México bloqueadas, ao menos 40 mil turistas viram seu feriado na praia se transformar em uma luta desesperada para voltar para casa. Duas linhas aéreas mexicanas fizeram dois voos por hora partindo do ainda inundado aeroporto internacional de Acapulco na terça-feira, dando prioridade para os turistas que compraram passagem, idosos e famílias com crianças pequenas.

Todos os outros que não podiam esperar pela promessa do governo de reabrir as estradas dentro de dois dias foram para a Base Aérea 7, localizada a cerca de 20 minutos ao norte de Acapulco, onde uma ponte aére militar composta de pouco mais que dez aviões transportavam turistas para a Cidade do México. Segundo a BBC, mais de 2 mil turistas foram levados por aviões do Exército à Cidade do México.

Famílias vestidas com shorts e chinelos esperaram por cerca de oito horas do lado de fora dos portões da base até que fossem autorizados a arrastar suas malas e animais de estimação pela pista, onde se acotovelavam para tentar tomar um dos 150 assentos da aeronave para voltar para casa.

Na noite de terça-feira, 24 horas depois que a maior parte das pessoas de férias deveriam ter voltado, menos de 700 passageiros voltaram à Cidade do México. "É horrível. Não comemos nada desde às 9h", disse Lizbeth Sasia, uma professora de 25 anos de Cuernabaca. "Eles continuam falando que devemos esperar o próximo voo, mas o próximo voo nunca chega."

"Estamos cansados e desesperados", disse Irma António Martinez, uma dona de casa de 43 anos do subúrbio da Cidade do México, que foi a Acapulco para aproveitar os três dias do feriado do Dia da Independência com 12 parentes. "Nós queremos apenas chegar à nossa pobre casa. Nossos familiares estão lá esperando por nós."

A tempestade Manuel e o furacão Ingrid teriam deixado ao menos 57 mortos, segundo autoridades. Os meteorologistas mexicanos disseram que esta é a primeira vez desde 1958 que duas tempestades tropicais ou furacões atingem as duas costas do país em menos de 24 horas.

Autoridades federais informaram que a estrada principal que liga a capital mexicana e Acapulco deverá ser reaberta somente em dois dias. A estrada foi atingida por 13 deslizamentos.

Cerca de 23 mil casas, a maior parte delas nos arredores de Acapulco, ficaram sem energia elétrica e água. Residentes que tentaram fazer estoques de produtos básicos esvaziaram as prateleiras dos supermercados. 

Com AP

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