Cathleen Alexis diz não saber por que seu filho realizou o ataque; Aaron teria relatado à polícia que ouvia vozes

A mãe do atirador que deixou 12 mortos antes de ser morto em um prédio da Marinha em Washington disse nesta quarta-feira (18) que não sabe dizer por que Aaron Alexis realizou o ataque. Cathleen Alexis leu um breve comunicado dentro de sua casa em Nova York, com a voz trêmula. Ela se recusou a gravar vídeos e não respondeu a nenhuma pergunta.

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Bispo Gerald Seabrooks mostra comunicado escrito por Cathleen Alexis, mãe do atirador do prédio da Marinha em Washington
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"Eu não sei por que ele fez isso, e eu nunca serei capaz de perguntar para ele por quê. Aaron está agora em um lugar onde ele não pode mais prejudicar ninguém, e por isso estou satisfeita", disse. "Às famílias das vítimas, eu sinto, sinto muito por tudo isso. Meu coração está partido."

Aaron foi morto em uma troca de tiros com a polícia colocando fim ao ataque que durou mais de meia hora. O motivo pelo qual ele entrou na base naval dos EUA em Washington e começou a disparar é desconhecido.

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Policiais e outras autoridades disseram que Aaron Alexis, 34 anos, ouvia vozes e acreditava que estava sendo seguido. Ele recentemente afirmou à polícia em Rhode Island que ouvia vozes que queriam machucá-lo. Ele tinha problemas para dormir e acreditava que estava sendo perseguido, e que pessoas usavam máquinas de microondas para mandar más vibrações para seu corpo.

Ele era um contratado pela Defesa e em 7 de agosto a polícia alertou às autoridades na Estação Naval de Newport sobre seus relatos.

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Em 25 de agosto, Alexis chegou a Washington para continuar seu trabalho como um funcionário de tecnologia para uma empresa de computação contratada pela Defesa. Ele sofria de vários problemas mentais e estava sob tratamento do Departamento para Veteranos, segundo informaram policiais.

Mas Alexis nunca foi impedido de continuar trabalhando apesar desses relatos.

No sábado, ele foi a uma loja de armas em Virgínia, não muito longe da capital dos EUA. Ele alugou um fuzil, comprou balas e fez algumas aulas de práticas de tiros, e então comprou uma espingarda, segundo o advogado da loja.

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Na segunda-feira, Alexis entrou na base naval de Washington, que é protegida por guardas armados e detectores de metal e onde os funcionários devem mostrar suas identificações para entrar nos portões.

Ele tinha seu crachá de identificação para entrar na base - e tinha uma arma. Ele começou a abrir fogo por volta das 8h15 (9h15 em Brasília) disparando a partir do quarto e do terceiro andar em direção a uma cafeteria.

Alexis também pegou um revólver de um policial. Ele disparou contra agentes e contra guardas em trocas de tiros que duraram mais de 30 minutos. Alexis foi morto pela polícia.

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A Marinha disse que a instalação militar deve reabrir para negócios nesta quarta-feira, porém apenas com a equipe essencial. Em sua página no Facebook, a Marinha afirmou que a base permanece uma ativa cena de crime.

Enquanto isso, o secretário de Defesa Chuck Hagel ordenou que o Pentágono revise sua segurança para todos os complexos da Defesa dos EUA ao redor do mundo, principalmente quanto ao acesso de terceirizados. "Onde houver brechas, vamos preenchê-las."

Com AP

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