Advogada defensora de direitos humanos é libertada no Irã

Por iG São Paulo |

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Vários presos políticos também foram libertados; gesto é visto como parte de promessas de novo presidente

Reprodução/Facebook
Retrato de Nasrin Sotoudeh (foto de arquivo)

O Irã libertou uma importante advogada defensora dos direitos humanos que ficou presa por três anos, informaram familiares nesta quarta-feira (18). A libertação de Nasrin Sotoudeh e de várias outras figuras políticas e jornalistas ocorre antes da ida do presidente do país Hassan Rouhani à Assembleia Geral das Nações Unidas e pode ser vista como parte de suas promessas de abertura dentro e fora do Irã.

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Em março de 2011, meses depois que Nasrin foi presa, Obama caracterizou sua prisão como uma "demonstração de medo", uma vez que ela havia sido condenada por defender direitos humanos.

A agência de notícias semi-oficial Isna e sites de oposição também informaram que dezenas de outros políticos e ativistas presos após as disputadas eleições de 2009 foram libertados. Entre eles estava Mohsen Aminzadeh, que foi vice-hanceler durante a presidência do reformista Mohammad Khatami.

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Feixollah Arabsorkhi, um vice-ministro do Comércio de Khatami, e Isa Saharkhiz, uma conhecida jornalista iraniana também estavam entre os prisioneiros libertados.

Mir Taher Mousavi, um aliado próximo ao líder da oposição Mir Housein Mousavi, que está em prisão domiciliar, também foi libertado. Seis jornalistas mulheres também teriam sido soltas pelo governo.

Reza Khandan, marido da advogada Nasrin Sotoudeh, afirmou à Associated Press que as autoridades levaram sua mulher para sua casa e a disseram que ela estava livre. Khandan disse que "achamos que ela estivesse aqui para uma visita rápida, mas ela disse que estava livre".

Em comunicado, a Campanha Internacional pelos Direitos Humanos no Irã elogiou as libertações e pediu que o presidente Hassan Rouhani continue a tomar medidas concretas para melhorar "a urgente situação de direitos humanos" do país antes do discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas.

Sotoudeh, mãe de dois filhos que defendeu ativistas de oposição processados após as eleições de 2009, foi condenada por acusações relacionadas à segurança e foi sentenciada a seis anos de prisão após apelação. Ela foi presa em setembro de 2011.

Khandan disse que Sotoudeh investigará seu caso nos próximos dias para entender por quais razões ela foi libertada.

Com AP

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