Suspeito de ataque em Washington teria problemas mentais

Por iG São Paulo |

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Segundo autoridades que falaram à agência de notícias dos EUA, o atirador que matou 12 passava por tratamento

AP
Foto fornecida pelo FBI mostra o suspeito de ser atirador que morreu depois de matar 12 em ataque a prédio da Marinha em Washington

O atirador que matou doze pessoas antes de ser morto pela polícia em um complexo militar no coração de Washington está sendo descrito como um jovem com interesses por budismo e com histórico de acessos de raiva. Autoridades na terça-feira (17) afirmaram à agência Associated Press (AP) que ele tinha sérios problemas mentais, mas não teve seu acesso à base naval privado.

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O motivo pelo qual Aaron Alexis realizou o ataque continua um mistério, Autoridades da polícia americana afirmaram à AP que ele sofria de paranoia e problemas de sono e ouvia vozes em sua cabeça.

As autoridades, que falaram à agência em condição de anonimato, disseram que não há conexões entre Alexis e redes de terrorismo internacional e doméstico, e investigadores não encontraram nenhum manifesto ou outras cartas e textos sugerindo quaisquer motivações políticas ou religiosas.

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Autoridades afirmaram que Alexis, um empregado contratado para um projeto da Marinha, usou um crachá válido para entrar na base naval de Washington, onde 18 mil funcionários trabalham, e começou a atirar. Testemunhas descreveram um atirador disparando a partir do quarto andar em direção à cafeteria. Três pessoas ficaram feridas.

Alexis estava com três armas no ataque: um fuzil AR-15, uma espingarda e uma pistola que ele pegou de um policial no local, segundo dois policiais federais que falaram em condição de anonimato porque não estava autorizado a falar sobre a investigação.

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O ataque reacendeu o debate sobre controle de armas. As medidas propostas em meio à indignação nacional por um ataque que matou 20 crianças em um ataque a uma escola em Newtown, Connecticut, fracassaram esse ano no Congresso. "Outro ataque a tiros em massa", disse o presidente dos EUA, Barack Obama, nesta segunda-feira. Esse foi o sétimo ataque em massa a tiros durante sua presidência.

O ataque também deve reacender uma exigência sobre uma pesquisa mais profunda em relação ao histórico dos empregados e outros contratados para cargos relacionados à segurança dos EUA - questão que já foi levantada esse ano com os vazamentos de informações secretas pelo funcionário terceirizado da Agência Nacional de Segurança (NSA) Edward Snowden.

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Alexis era um empregado do The Experts, empresa contratada pela Defesa para um projeto de computação da Marinha, segundo autoridades.

Policiais americanos afirmaram que Alexis está recebendo tratamento desde agosto da Administração de Veteranos e seus familiares disseram a investigadores que ele estava sendo tratado por problemas mentais.

Veja imagens do ataque ao prédio da Marinha em Washington:

Funcionários do prédio da Marinha se emocionam ao encontrar seus familiares após ataque. Foto: ReutersFuncionários receberam água e comida quando saíram do prédio da Marinha. Foto: APFuncionários que estavam no prédio no momento do ataque são levados a um abrigo onde se encontraram com familiares. Foto: ReutersFuncionários da Marinha circulam perto do prédio que sofreu ataque a tiros. Foto: ReutersMoça busca informações de um parente que trabalhava no prédio da Marinha. Foto: ReutersAtiradores de elite da polícia se posicionam em cima do telhado do prédio onde houve um ataque a tiros. Foto: ReutersBarcos da polícia patrulham região próxima ao prédio da Marinha. Foto: APMembros do corpo da Marinha de Washington bloqueiam área próxima ao tiroteio. Foto: ReutersO Sistema de Comando Naval é o maior dos cinco sistemas e recebe 25% de todo o orçamento da Marinha dos EUA. Foto: ReutersPessoas socorrem vítima que estava na base naval em Washington. Foto: APPolícia posiciona equipamento em frente a prédio da Marinha onde atirador abriu fogo em Washington. Foto: APEquipes de emergência respondem à chamada de tiros em um prédio da Marinha em Washington. Foto: APHelicóptero da polícia americana retira homem em cesta de um prédio da Marinha em  Washington. Foto: APPoliciais trabalham em frente a um prédio da Marinha, em Washington, onde foram reportados tiros. Foto: AP

No passado, Alexis teria reclamado da Marinha e teria sido uma vítima de discriminação, além de ter tido vários problemas com a polícia. Ele foi oficial da reserva por tempo integral entre 2007 e 2011, e a Marinha afirmou a autoridades americanas que ele teve uma série de problemas de má conduta durante esse período. Os incidentes, segundo autoridades, estariam relacionados à insubordinação e conduta desordeira.

Convertido ao budismo, Alexis cresceu em Nova York e teve envolvimentos em dois incidentes envolvendo armas em 2004 e 2010 em Fort Worth e Seattle.

Com AP

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