Ataque a prédio da Marinha nos EUA deixa ao menos 13 mortos, diz polícia

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Suposto atirador está entre os mortos; três pessoas ficaram gravemente feridas, mas devem se recuperar

Um ataque a tiros em um prédio da Marinha dos EUA em Washington nesta segunda-feira (16) deixou ao menos 13 mortos, incluindo o suposto atirador.

O presidente dos EUA, Barack Obama, está sendo informado constantemente sobre os desdobramentos do caso por seus assessores, segundo a Casa Branca. Em pronunciamento, ele afirmou que os autores desse "ato covarde" seriam responsabilizados por tirar as vidas de "americanos patriotas".

Obama: Ataque a prédio da Marinha nos EUA foi 'ato covarde'

Testemunhas do ataque: 'Ouvimos os tiros e começamos a correr'

AP
Pessoas socorrem vítima que estava na base naval em Washington




Aaron Alexis: Suspeito de ataque a prédio da Marinha é identificado

Ao menos três pessoas foram internadas em estado grave após o ataque na base naval de Washington, incluindo um policial. De acordo com autoridades dos hospitais, todas essas três vítimas devem se recuperar.

Autoridades do FBI, que se encarregaram da investigação, identificaram o suposto atirador do prédio em Washington como Aaron Alexis, 34 anos, ex-reservista da Marinha norte-americana. De acordo com a Marinha, ele era um suboficial de terceira classe em uma unidade de suporte logístico. 

Alexis morreu após uma troca de tiros com a polícia, segundo informações de investigadores. Fontes afirmaram à agência Associated Press que acreditam que Alexis possuía ficha criminal no Texas.

Dezenas de veículos da polícia e de equipes de socorro cercaram o complexo do Comando de Sistemas Navais ao sul de Washington, localizado a menos de dois quilômetros do Capitólio e a sete quilômetros da Casa Branca. 

Um comunicado do Pentágono informou que a segurança foi reforçada nos prédios nos arredores da base naval e acrescentou: "O secretário (Chuck) Hagel está seguindo de perto a situação e garantiu que a Defesa fornecerá quaisquer capacidades ou fontes necessárias para ajudar a comunidade da Marinha de Washington superar esse evento."

AP
Presidente dos EUA, Barack Obama, faz pronunciamento da Casa Branca sobre o ataque a um prédio da Marinha nos EUA


Durante a maior parte do dia, autoridades afirmaram que estavam procurando por um possível segundo atirador que estaria vestido com roupas de estilo militar. Mas na noite de segunda-feira, eles afirmaram estar convencidos de que o ataque foi trabalho de um único homem.

Testemunhas que estavam dentro do prédio atacado descreveram um atirador disparando contra uma cafeteria a partir de um andar superior do prédio e um atirador disparando contra as pessoas em um corredor de outro andar. 

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Todd Brundidge, uma testemunha do incidente, disse à CNN que ficou cara a cara com um dos atiradores enquanto tentava fugir do prédio. "Ele apontou uma arma para nós e disparou pelo menos dois ou três tiros. Nós corremos pelas escadas para fugir do prédio e depois que a gente saiu ainda ouvimos tiros no prédio."

Segundo Brundidge, o atirador estava vestido de azul.  Terrie Durham, outra testemunha, acrescentou: "Ele mirou no alto e errou. Ele não falava nada. Assim que eu percebi que ele estava atirando, apenas dissemos: 'Saia do prédio'."

Rick Mason disse que um atirador disparou em um corredor do quarto andar, do lado de fora do sua sala. Ele disse que o atirador estava mirando para baixo, para as pessoas que estavam na cafeteria do prédio. Mason disse que ele podia ouvir os tiros, mas não conseguiu ver o atirador. Mason disse que há muitas medidas de segurança até chegar ao andar de seu escritório. "(Isso) me faz pensar que deve ter sido alguém que trabalha aqui", disse.

Patricia Ward disse que ela estava na cafeteria. "Foram três tiros diretos - pop, pop, pop. Três segundos depois, foi pop, pop, pop, pop, pop, então foi um total de sete tiros, e nós começamos a correr."

Nesta segunda-feira, a Marinha dos EUA informou que tiros foram disparados por volta das 8h20 do horário local (9h20 em Brasília) e que cerca de 3 mil funcionários trabalhavam no prédio do Comando de Sistemas Navais no momento do incidente.

Veja imagens do ataque a um prédio da Marinha em Washington:

Funcionários do prédio da Marinha se emocionam ao encontrar seus familiares após ataque. Foto: ReutersFuncionários receberam água e comida quando saíram do prédio da Marinha. Foto: APFuncionários que estavam no prédio no momento do ataque são levados a um abrigo onde se encontraram com familiares. Foto: ReutersFuncionários da Marinha circulam perto do prédio que sofreu ataque a tiros. Foto: ReutersMoça busca informações de um parente que trabalhava no prédio da Marinha. Foto: ReutersAtiradores de elite da polícia se posicionam em cima do telhado do prédio onde houve um ataque a tiros. Foto: ReutersBarcos da polícia patrulham região próxima ao prédio da Marinha. Foto: APMembros do corpo da Marinha de Washington bloqueiam área próxima ao tiroteio. Foto: ReutersO Sistema de Comando Naval é o maior dos cinco sistemas e recebe 25% de todo o orçamento da Marinha dos EUA. Foto: ReutersPessoas socorrem vítima que estava na base naval em Washington. Foto: APPolícia posiciona equipamento em frente a prédio da Marinha onde atirador abriu fogo em Washington. Foto: APEquipes de emergência respondem à chamada de tiros em um prédio da Marinha em Washington. Foto: APHelicóptero da polícia americana retira homem em cesta de um prédio da Marinha em  Washington. Foto: APPoliciais trabalham em frente a um prédio da Marinha, em Washington, onde foram reportados tiros. Foto: AP

Helicópteros sobrevoaram a sede e alguns chegaram a aterrissar no teto do prédio. O Gabinete Federal de Aviação disse que chegou a suspender por um breve momento as partidas do Aeroporto Nacional Reagar. Seis escolas públicas foram fechadas por precaução e o Senado suspendeu a sessão desta segunda em razão do incidente.

O Comando de Sistemas Navais é o maior dos cinco sistemas e recebe 25% de todo o orçamento da Marinha dos EUA. O comando contrói, compra e mantém os navios e submarinos da Marinha, além de seus sistemas de combate. 

Com AP e Reuters

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