Presidente da Venezuela cria órgão para lutar contra 'sabotagem econômica'

Por iG São Paulo |

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Nicolás Maduro afirma que escassez de alimentos é provocada por 'guerra econômica' liderada por oposição

Diante da galopante inflação e da escassez de produtos na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro instaurou na sexta-feira (13) o Órgão Superior da Economia, uma nova instância burocrática para que o governo possa enfrentar o que ele chama de "guerra econômica", supostamente liderada por seus opositores e por empresários.

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Segundo o jornal venezuelano El Universal, a medida foi anunciada primeiramente pelo presidente em sua página oficial no Twitter. "Neutralizaremos assim todos os fatores que sabotam a economia", assegurou Maduro em encontro televisionado em cadeia nacional.

O presidente afirma que há um plano para derrubar o seu governo, provocando crises artificiais de abastecimento. Por causa disso, afirmou que seu governo vai observar de muito perto as atividades das empresas privadas produtoras de alimentos e a sua cadeia de distribuição por meio de fiscalização e das denúncias do consumidores através de uma espécie de disque-denúncia.

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Para contornar o problema de abastecimento de insumos básicos como açúcar, farinha e até papel higiênico, o governo já havia anunciado a importação de alimentos e de outros produtos da cesta básica.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, confirmou que o governo venezuelano vai importar quase US$ 600 milhões do país em alimentos. De acordo com o jornal El País, serão 40 mil toneladas de leite em pó, 60 mil cabeças de gado vivo, 42 mil toneladas de carne, 6 mil toneladas de manteiga e margarina, 20 mil toneladas de azeite de palma, 32 mil caixas de ovos e quase 1,7 milhões de frangos.

Este novo anúncio de Maduro coexistirá com as reformas anunciadas pelo ministro das Finanças, Nelson Merentes, que em agosto reconheceu que nos três mandatos da era chavista, a economia não obteve êxito.

Desde o início de setembro, o governo anunciou que trabalharia para flexibilizar o câmbio. O excesso de controle no governo Maduro contribuiu, segundo especialistas, para a crise econômica.

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