Dilma faz reunião de emergência para discutir formas de coibir espionagem

Por Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Após novas denúncias envolvendo Petrobras, presidente promete medidas para proteger país, governo e empresas

A presidente Dilma Rousseff convocou para uma reunião de emergência nesta terça-feira (10), no Palácio do Planalto, os ministros das Comunicações Paulo Bernardo; da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Advocacia Geral da União, Luís Inácio Adams, para discutir a proposta que cria um marco regulatório para a internet.

A intenção da presidente é inserir no projeto, que há anos tramita na Câmara, mecanismos que possam coibir a espionagem internacional como a que atingiu os contatos da própria presidente realizada pelo governo dos Estados Unidos.

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AP
Outra pauta é a possível participação das empresas de telefonia nos episódios de espionagem

O relator da proposta na Câmara, deputado Alessandro Molon (PT-RJ) também foi convidado para a reunião. Uma das propostas que a presidente quer garantir no projeto é de que a guarda dos dados sejam mantidos no Brasil, mesmo que os servidores de internet tenham sede no exterior.

Outro assunto que poderá entrar em pauta é a possível participação das empresas de telefonia nos episódios de espionagem, já que mensagens telefônicas e ligações da presidente também foram alvo de monitoramento.

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Na segunda (9), por meio de nota, Dilma disse que, caso sejam comprovadas, as denúncias de espionagem americana a Petrobras evidenciam que o monitoramento dos EUA visam atender interesses econômicos e estratégicos e não somente a segurança nacional e o combate ao terrorismo.

"Sem dúvida, a Petrobras não representa ameaça à segurança de qualquer país. Representa, sim, um dos maiores ativos de petróleo do mundo e um patrimônio do povo brasileiro", afirmou a presidente.

Dilma garantiu também que o governo brasileiro obterá esclarecimentos do governo do presidente Barack Obama sobre todas as supostas violações e exigirá medidas concretas. "De nossa parte, tomaremos todas as medidas para proteger o país, o governo e suas empresas", acrescentou.

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