Chanceler brasileiro viaja aos EUA para ouvir explicações sobre espionagem

Por iG São Paulo |

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Figueiredo se reunirá entre quarta e quinta-feira com a conselheira para segurança americana Susan Rice

Em meio a novas denúncias de espionagem dos EUA envolvendo a Petrobras, o chanceler brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo Machado, vai se reunir entre quarta e quinta-feira com a conselheira de Segurança Nacional dos EUA, Susan Rice, em Washington.

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AP
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Nesta terça-feira (10), Figueiredo desembarcará nos EUA com o objetivo de cobrar as explicações prometidas pelo presidente dos EUA, Barack Obama, sobre as denúncias de espionagem a presidente Dilma Rousseff, empresas e assessores brasileiros. A data exata e o horário da reunião ainda estão sendo definidos. 

No domingo, a TV Globo fez uma nova denúncia envolvendo a Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA, sigla em inglês), afirmando que a agência espionou a Petrobras. O programa exibiu slides de uma apresentação da NSA, com data de maio de 2012, que teria sido usada para treinar novos agentes a espionar redes privadas de computadores. Além da Petrobras, o Google teria sido alvo da ação da NSA.

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Na semana passada, em São Petersburgo, na Rússia, durante a cúpula do G20, Dilma e o presidente dos EUA, Barack Obama, conversaram sobre o mal-estar causado pelas denúncias de espionagem. Segundo ela, Obama prometeu responder às perguntas encaminhadas pelo governo do Brasil. De acordo com a presidente, se for necessário voltrá a conversar com Obama.

“O presidente Obama declarou para mim que assumia a responsabilidade direta e pessoal pelo integral esclarecimento dos fatos e que proporia, para exame do Brasil, medidas para sanar o problema”, disse a presidenta, em entrevista coletiva.

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“O que pedi foi o seguinte: 'acho muito complicado ficar sabendo dessas coisas pelo jornal. Eu quero saber: tem ou não tem? Além do que foi publicado pela imprensa, eu quero saber tudo o que há em relação ao Brasil. Tudo, tudinho, em inglês: 'Everything'”.

Na conversa, Dilma disse a Obama que vai propor à ONU e a entidades internacionais iniciativas na tentativa de impedir a espionagem e a violação de direitos individuais e humanos. Há mais de um mês, o governo brasileiro pediu explicações aos EUA sobre as denúncias, desencadeadas pelas informações de Edward Snowden, que trabalhava para uma prestadora de serviços da NSA.

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Nas últimas duas semanas, houve uma série de pedidos por informações aos EUA, reforçados pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e por Figueiredo. Em meio à expectativa pelas informações, a presidente deixou em aberto a possibilidade de viajar, em 23 de outubro, para Washington, com honras de chefes de Estado.

“Se não houver condições políticas, obviamente, não se vai. Eu não pretendo transformar quinta-feira no Dia D. Eu pretendo transformar quinta-feira em um dia de avaliação'”, disse Dilma.

Com Agência Brasil e Reuters

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