Obama pede ao Congresso que "não fique cego diante das imagens da Síria"

Por iG São Paulo |

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Presidente falou aos EUA em programa semanal de rádio. Congresso deve debater possível ataque na segunda (9)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta sábado (7) aos membros do Congresso que não fechem os olhos ao uso de armas químicas na Síria. "Não podemos ficar cegos diante das imagens da Síria. É por isso que peço aos membros do Congresso, dos dois partidos, que se unam e ajam para promover o mundo onde nós queremos viver, o mundo que queremos deixar aos nossos filhos e às futuras gerações", disse Obama, que procura o apoio para ataques militares à Síria. Ele falou à população em um programa semanal de rádio.

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Reuters
Presidente dos EUA, Barack Obama, durante encontro da cúpula do G20 na Rússia (6/09)

O Congresso norte-americano deve começar, na segunda-feira (9), a debater os ataques defendidos por Barack Obama como reação ao uso de armas químicas no dia 21 de agosto, nos arredores de Damasco, capital síria, pelo qual responsabiliza o regime do presidente Bashar Al Assad.

"Não responder a esse ataque escandaloso aumentaria o risco de ver armas químicas usadas novamente, de as ver cair em mãos de terroristas que as utilizariam contra nós. E isso enviaria uma mensagem desastrosa às outras nações, de que não haveria consequências pela utilização de tais armas", explicou Obama.

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O presidente informou que, sendo comandante em chefe das Forças Armadas, quer atacar a Síria e punir o regime. "A nossa nação será mais forte se agirmos em conjunto e as nossas ações serão mais eficazes. É por isso que peço aos membros do Congresso que debatam a questão e que votem para autorizar o uso da força", acrescentou.

Os membros do Congresso regressam do período de férias na segunda-feira e um representante republicano na Câmara disse que o voto sobre a autorização do recurso à força contra a Síria ocorrerá nas duas próximas semanas. Barack Obama falará aos norte-americanos na terça-feira (10).

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Na Síria, os combates entre as forças do regime de Bashar Al Assad e os rebeldes voltaram a acontecer hoje nas imediações de uma cidade no norte de Damasco. A guerra civil na Síria dura mais de dois anos e já causou mais de 110 mil mortos e dois milhões de refugiados, segundo dados das Nações Unidas.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos mostrou na última terça-feira (3) que 56% dos norte-americanos acreditam que o país não deve intervir na Síria, enquanto apenas 19% são favoráveis à ação.

*com Agência Lusa e Reuters 

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