Obama prometeu resposta sobre espionagem ao Brasil até quarta-feira, diz Dilma

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Presidente afirmou que viagem de Estado aos EUA depende de condições a serem criadas por Obama

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (6) que o presidente dos EUA, Barack Obama, se comprometeu a responder ao governo brasileiro sobre as denúncias de espionagem até a próxima quarta-feira. A presidente disse que Obama assumiu responsabilidade "direta e pessoal" pela investigação das ações.

TV: Presidente Dilma foi alvo de espionagem dos EUA

Em meio a denúncias: Obama se encontra com Dilma no G20

AP
Presidente dos EUA, Barack Obama, cumprimenta presidente do Brasil, Dilma Rousseff, em São Petersburgo, onde acontece reunião do G20

Lula: Obama deve desculpas a Dilma por espionagem dos EUA

Segundo reportagem veiculada pela TV Globo, o programa de monitoramento da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, sigla em inglês) espionou emails, telefonemas e mensagens da presidente brasileira. As informações foram divulgadas com base em documentos fornecidos por Edward Snowden, ex-funcionário terceirizado da NSA.

"O presidente Obama declarou para mim que assumia a responsabilidade direta e pessoal pelo integral esclarecimento dos fatos e que proporia para exame do Brasil medidas para sanar o problema", disse Dilma a jornalistas em São Petersburgo, antes de embarcar para o Brasil.

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Dilma ficou "furiosa" com a denúncia, nas palavras de uma fonte do governo, e nesta sexta disse que considerou o fato "gravíssimo" e cobrou de Obama a dimensão completa do ocorrido. "Qual é o rombo? Eu quero saber o que há? Eu não sei o que há", afirmou a repórteres. 

As denúncias causaram mal-estar nas relações entre Brasil e EUA e colocaram em dúvida a visita de Estado que Dilma deve fazer aos EUA em outubro. Nesta sexta-feira, a presidente afirmou que a realização da visita depende de condições políticas a serem criadas por Obama.

Na quinta-feira, Dilma cancelou o envio a Washington da equipe formada por funcionários da Presidência, responsável por preparar a visita.

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Em meio às denúncias, Dilma e Obama se reuniram em São Petersburgo à margem da cúpula do G20 na quinta-feira. Nenhum detalhe foi divulgado pelo governo dos EUA, mas, anteriormente, Ben Rhodes, vice-assessor de segurança para comunicações estratégicas da presidência americana, havia dito que Obama buscaria no encontro "que os brasileiros tenham um melhor entendimento sobre o que fazemos e o que não fazemos, para entender melhor suas preocupações".

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Após denúncias de espionagem: Dilma reavalia visita aos EUA em outubro

A presidente acrescentou que vai propor à ONU uma nova governança contra a invasão de privacidade.

Segundo Dilma, os EUA não têm qualquer justificativa para espionar o Brasil sob alegação de segurança, uma vez que o país "não abriga grupos terroristas" e veta armas nucleares na Constituição, o que leva à conclusão de que a suposta espionagem tinha a ver com "fatores geopolíticos, fatores estratégicos ou com fatores comerciais e econômicos".

Com Reuters

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