Obama afirma que trabalhará com Dilma para aliviar tensões sobre espionagem

Por Reuters |

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Presidente americano diz tratar com seriedade denúncias de que agência americana espionou líder brasileira

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O presidente americano, Barack Obama, garantiu à presidente Dilma Rousseff, durante encontro na Rússia, que trata com muita seriedade as denúncias de que os EUA espionaram a presidente brasileira e que os dois países trabalharão juntos para resolver as tensões.

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Presidente Barack Obama faz gesto durante coletiva concedida em São Petersburgo, na Rússia, após reunião do G20

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As denúncias de que os EUA teriam espionado emails, conversas telefônicas e mensagens de celular da presidente deixaram Dilma "furiosa", de acordo com uma fonte do Palácio do Planalto, e colocaram em risco a sua visita de Estado à Washington em outubro.

"Eu garanti à presidente Dilma Rousseff e ao presidente (do México, Enrique) Peña Nieto que eu levo essas denúncias muito seriamente", disse Obama ao ser questionado sobre os encontros que teve com ambos presidentes, que não estavam previstos.

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As denúncias foram divulgadas no domingo pelo programa Fantástico, da TV Globo, com base em documentos vazados pelo ex-prestador de serviço da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) Edward Snowden. Segundo a reportagem, Peña Nieto teria sido alvo do mesmo monitoramento quando ainda era candidato à Presidência.

"Eu entendo as preocupações deles. Eu entendo as preocupações do povo do México e do Brasil, e nós vamos trabalhar com suas equipes para resolver o que é fonte de tensão", disse Obama.

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O presidente não deu detalhes da conversa, mas disse que afirmou a ambos o que vem dizendo publicamente, que os EUA possuem uma agência de inteligência, cujo trabalho é colher informação que não está disponível por meio de fontes públicas.

"Se estivessem disponíveis por fontes públicas, então não seriam agências de inteligência", disse Obama em entrevista a jornalistas ao término da reunião do G20 em São Petersburgo, na Rússia.

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O presidente ponderou, no entanto, que só pelo fato de ser possível conseguir informações não significa necessariamente que isso tenha de ser feito sempre. "Pode haver custos e benefícios ao fazer certas coisas, e nós temos que pesá-los."

Obama disse que vai examinar as acusações, mas que parte do problema é que as alegações estão sendo reveladas pela imprensa. "Eu não assino todos esses jornais. Apesar de eu achar que a NSA o faz, ao menos a partir de agora", disse o presidente, provocando risos.

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Presidente dos EUA, Barack Obama, cumprimenta presidente do Brasil, Dilma Rousseff, em São Petersburgo, onde acontece reunião do G20

Fortes relações

O presidente dos EUA afirmou também que a existência de tensões não significa que isso se sobreponha a todos os interesses que dividem com tantos países. "Há um motivo pelo qual eu fui ao Brasil e há uma razão pela qual eu convidei a presidente Dilma para vir aos EUA", disse.

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Antes de embarcar para o Brasil, a presidente Dilma disse que a sua a viagem aos EUA dependerá das condições políticas proporcionadas por Obama.

"O Brasil é um país incrivelmente importante...É uma das economias mais dinâmicas no mundo. E, obviamente, para as duas maiores nações do hemisfério ter uma relação forte, só pode ser bom para o povo de nossos dois países, bem como para a região", disse.

De acordo com o Palácio do Planalto, o presidente Obama prometeu dar uma resposta ao governo brasileiro sobre as denúncias na quarta-feira.

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