Senado instala CPI da espionagem e pede proteção policial a jornalista americano

Por Reuters | - Atualizada às

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Comissão terá seis meses para investigar denúncia de que agência dos EUA espionou brasileiros, incluindo Dilma

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O Senado instalou nesta terça-feira uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias de que uma agência norte-americana teria espionado dados eletrônicos, emails e telefonemas de cidadãos e empresas brasileiros - o que incluiria até mesmo as comunicações da presidente Dilma Rousseff.

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Senado instalou CPI sobre denúncias de que agência americana espionou brasileiros (foto de arquivo)

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A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), autora do requerimento de criação da CPI, foi escolhida por aclamação a presidente da comissão, enquanto o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), também por consenso, foi indicado para relatar os trabalhos.

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Os membros da CPI também aprovaram pedido para que a Polícia Federal proteja o jornalista americano Glenn Greenwald, do jornal britânico Guardian, e de seu companheiro, o brasileiro David Miranda. Greenwald revelou os documentos que mostraram atos de espionagem da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) e mora no Rio de Janeiro com Miranda.

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"As denúncias que foram feitas até aqui feitas foram apenas a ponta do iceberg", disse Ferraço, ao relatar conversas informais que teve com Greenwald, responsável por publicar as denúncias de espionagem da NSA, reveladas em documentos vazados por Edward Snowden, ex-funcionário de uma prestadora de serviços da NSA.

Snowden, que a Justiça dos EUA quer julgar por espionagem, obteve asilo temporário na Rússia numa decisão que abalou as relações entre Washington e Moscou.

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"O biombo é o combate ao terrorismo. Mas efetivamente o que ele (Greenwald) tem para revelar é que, por trás dessas ações, está o interesse efetivo e objetivo em ações relacionadas a interesses empresariais, interesses industriais e até mesmo concorrências públicas de ordem global que o nosso País está na ante sala de realizar", acrescentou o relator da comissão.

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Glenn Greenwald, repórter do jornal britânico Guardian, denunciou programa de espionagem após vazamentos de Snowden (11/6)

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Ferraço deu como exemplos o leilão da área de petróleo de Libra - a maior reserva petrolífera do Brasil segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) - marcado para outubro, e a compra de caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), que tem entre os concorrentes finalistas a fabricante norte-americana Boeing, com o caça F-18 Super Hornet.

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A CPI terá pelo menos 180 dias para conduzir os trabalhos, que, segundo a presidente da comissão, deverão ter como objetivo conhecer a fundo os dados já vazados e propor nova legislação para proteger cidadãos, empresas e o Estado brasileiro.

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