Após detecção por radares russos, Ministério da Defesa afirma ter realizado 'teste bem sucedido' no Mediterrâneo

Israel e os EUA realizaram um teste de míssil conjunto no Mediterrâneo nesta terça-feira (3), em uma aparente demonstração de poder militar enquanto o governo de Barack Obama busca apoio do Congresso para lançar uma ofensiva contra o regime do presidente da Síria, Bashar al-Assad.

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Foguete é lançado de um novo sistema antimísseis israelense conhecido como Iron Dome para interceptar foguete palestino (21/8)
AP
Foguete é lançado de um novo sistema antimísseis israelense conhecido como Iron Dome para interceptar foguete palestino (21/8)


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Não são esperados quaisquer ataques dos EUA em retaliação a um suposto uso de armas químicas pelo regime Assad antes da semana que vem, quando o Congresso americano retorna do recesso de verão.

O Ministério da Defesa israelense afirmou que o teste foi lançado junto ao Departamento de Defesa dos EUA. Um míssil Sparrow foi lançado de forma "bem sucedida" às 9h15 e seguiu sua trajetória planejada. O sistema de defesa antimísseis Arrow detectou com sucesso e perseguiu o alvo, segundo o ministério. Não ficou claro pelo comunicado divulgado se o Sparrow foi derrubado.

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O Sparrow é um míssil de médio alcance que pode ser lançado tanto da superfície quanto do ar para atingir alvos aéreos. Em Washington, a Casa Branca não fez nenhum comentário até o momento.

O teste de míssil ocorre em um momento de elevadas tensões por causa da crise na Síria. Israel tem demonstrado crescente preocupação com a brutal guerra civil síria, cujos conflitos sectários se espalham pela região . Desde o fim de semana, o governo Obama faz lobby por apoio do Congresso para que se aprove uma ação militar contra o regime de Assad.

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O governo Obama afirma possuir evidências de que as forças de Assad lançaram ataques com armas químicas em subúrbios capturados por rebeldes na capital Damasco em 21 de agosto. Segundo os EUA, o gás nervoso sarin foi usado, deixando ao menos 1.429 mortos , incluindo 426 crianças. O número de mortos apontado pelos EUA é bem maior do que estimativas anteriores que apontavam centenas de mortos.

A inteligência britânica informa que o número de mortos ultrapassaria os 350, número similar aos 355 apontados pelos Médicos Sem Fronteiras , enquanto a França calcula 281 mortos.

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Na semana passada, o presidente Barack Obama parecia decidido a autorizar ataques militares, mas, de forma inesperada, resolveu recuar e buscar primeiramente apoio do Congresso, que volta do recesso na semana que vem.

Na segunda-feira, o governo Obama conseguiu apoio de um relatório da inteligência francesa e, segundo fontes, da agência espiã alemã, para sua constatação de que as forças de Assad foram responsáveis pelos supostos ataques químicos.

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Uma síntese de nove páginas publicada pelo governo francês concluiu que o regime lançou ataques envolvendo uso "pesado de agentes químicos" e teria capacidade para lançar ataques similares no futuro.

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Na Alemanha, a revista Der Spiegel afirmou que o Serviço de Inteligência Federal também acredita que o regime Assad estava por trás dos ataques. Em seu site, a revista publicou que o chefe do serviço Gerhard Schindler recentemente falou a autoridades do governo em uma reunião secreta que, enquanto a evidência não foi absolutamente conclusiva, uma "análise de plausibilidade" apoia a ideia de que o governo sírio usou agentes químicos.

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O regime Assad nega ter usado armas químicas , e responsabiliza rebeldes. Os EUA, a Síria e seus aliados apresentaram até o momento provas conclusivas em público.

Com AP

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