Dilma reavalia visita aos EUA em outubro após denúncia de espionagem

Por Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Presidente também está decidida a levar para debate na ONU, em setembro, caso de espionagem dos EUA

A presidente Dilma Rousseff está reavaliando se manterá sua primeira visita de Estado aos EUA após as denúncias de que ela e seus principais assessores foram alvo diretos de espionagem do governo americano. Após ver-se como possível alvo de monitoramento da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês), Dilma avalia suspender ou, até mesmo, cancelar a viagem marcada para 23 de outubro.

Carvalho: Ministro caracteriza denúncia de 'situação de emergência'

TV: Presidente Dilma foi alvo de espionagem dos EUA

Agência Brasil
Dilma Rousseff e novo ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, durante cerimônia de posse no Palácio do Planalto (28/8)

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Brasil: Leia todas as notícias sobre a espionagem no País

Além da indefinição sobre a viagem, a presidente Dilma está decidida a levar o assunto para o debate geral da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro. Essa possibilidade já havia sido levantada pelo governo brasileiro, mas acabou reforçada pelas informações de que a própria presidente foi alvo de monitoramento.

Para esse debate, que ocorrerá entre 25 de setembro e 1º de outubro, estão sendo esperados mais de 120 líderes mundiais.

Dia 14: Brasil pode levar caso de espionagem dos EUA à ONU

De acordo com reportagem exibida pelo Fantástico, da TV Globo, Dilma e o presidente do México, Enrique Peña Nieto, foram alvo da espionagem dos EUA.

Nesta segunda-feira (2), o governo brasileiro convocou o embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, para cobrar esclarecimentos sobre as denúncias. Essa foi a primeira tarefa do ministro de Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, após assumir o cargo, na semana passada. Ele sucedeu a Antonio Patriota, que saiu do governo após a entrada, sem salvo-conduto, do senador boliviano Roger Molina ao País.

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A reunião entre os chanceleres brasileiro e americano durou menos de meia hora. Depois do encontro, o ministro Figueiredo seguiu para o Planalto para uma reunião de emergência com a presidente.

As denúncias de espionagem também tomaram conta da manhã da presidente Dilma, que convocou em caráter de emergência duas reuniões. Da primeira reunião participaram os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo (Justiça), da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e José Elito Carvalho Siqueira, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Outra reunião ocorreu em seguida com a presença de Cardozo, do ministro Figueiredo, do ministro da Defesa, Celso Amorim e das Comunicações, Paulo Bernardo

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