Americana de 64 anos completa travessia a nado entre Cuba e Flórida

Por iG São Paulo |

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Nadadora Diana Nyad se torna a primeira pessoa a atravessar os 166 km sem usar proteção contra tubarões

A nadadora americana de longa distância Diana Nyad se tornou a primeira pessoa a atravessar a nado os 166 km que separam Cuba do Estado americano da Flórida sem uma gaiola de proteção contra tubarões nesta segunda-feira (2). Nyad, que começou o percurso no sábado (31), finalizou a prova após mais de 50 horas.

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AP
Diana Nyad nada a cerca de três quilômetros de distância de Key West, Flórida

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A mulher de 64 anos, chegou a dizer que essa seria sua quinta e última tentativa de completar a travessia. No ano passado, ela precisou cancelar a prova depois de uma grande tempestade e após ser queimada diversas vezes por águas-vivas. Dessa vez, ela usou uma máscara de silicone especial para proteger o rosto de águas-vivas.

Sua equipe de apoio fez constantes atualizações em sua página na internet. No domingo, por volta das 17h, horário local, foi dada a informação de que ela já havia nadado "mais do que em qualquer outra tentativa anterior", e que sua "velocidade média geral de 3,28 km/h está aumentando progressivamente ao longo do dia devido a uma corrente favorável."

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"Eu acho que tenho um pouco de sorte a meu favor em relação à mãe natureza. Eu estou pronta, e a proteção contra águas-vivas está melhor do que antes", disse ela enquanto se preparava para deixar a capital cubana, Havana.

Ambição de uma vida

Nyad disse que a máscara, feita especialmente para a ocasião, torna a respiração mais difícil e pode diminuir sua velocidade, mas que a ajudaria a "passar por esses animais".

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As regras do nado de longa distância dizem que ela não pode, em momento algum, segurar no barco de apoio. Nyad tem uma equipe de 35 integrantes que a ajudou a manter seu curso e dar-lhe comida e água.

Durante sua última tentativa, em agosto de 2012, ela teve que ser retirada da água após 41 horas, quando uma tempestade, e repetidas queimaduras de águas-vivas venenosas, não a deixaram continuar.

Ela tentou pela primeira vez completar a travessia em 1978 usando uma gaiola de proteção contra tubarões. A segunda tentativa - sem uma gaiola - em 2011, teve que ser cancelada por causa de uma dor no ombro e um ataque de asma. No mesmo ano, queimaduras de águas-vivas acabaram com sua terceira tentativa de completar o cruzamento.

Falando em uma entrevista em Cuba, na sexta-feira, Nyad disse que esta seria sua última tentativa. "É muito emocionante para mim – já era há 35 anos, e ainda é - fazer algo que ninguém jamais fez. Tudo valeu a pena", disse. "Mas, desta vez, se eu não concluir a travessia, direi com orgulho que não tenho mais nada à acrescentar."

Em junho, a nadadora de longa distância australiana Chloe McCardle tentou fazer a travessia sem uma gaiola de proteção contra tubarões, mas teve que desistir depois de também ser queimada por águas-vivas.

Com BBC

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