Cidades israelenses têm longas filas de interessados em obter máscaras antigás como medida preventiva

Durante vários dias, a mídia internacional mergulhou na especulação de qual seria a ação dos EUA e aliados para punir o presidente sírio, Bashar Al-Assad, pelo suposto uso de armas químicas na sua guerra contra rebeldes que lutam para depor o regime.

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Israelense carrega máscaras de gás em centro de distribuição na cidade portuária de Haifa, norte de Israel (29/8)
AP
Israelense carrega máscaras de gás em centro de distribuição na cidade portuária de Haifa, norte de Israel (29/8)

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Foram principalmente redes sociais que divulgaram vídeos com o terrível retrato da morte por meio desse tipo de armamento. O movimento midiático provocou certo pânico na população civil israelense, em cujas cidades formaram-se longas filas de interessados em obter máscaras antigás como medida preventiva.

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Israel não participa de nenhuma operação contra a Síria, mas as emissoras locais de televisão mostraram o alinhamento de baterias antimísseis, visando a coibir quaisquer ações bélicas, pois o país seria o alvo mais próximo para Assad responder a ataques das forças ocidentais.

A noite de quarta-feira foi de expectativa nervosa por todo Oriente Médio. Nesse dia o presidente Barack Obama afirmou em entrevista que um ataque militar seria um forte aviso ao líder Assad e a outras nações para nunca recorrer a armas químicas.

Reprodução de vídeo mostra fumaça saind de prédios por causa de bombardeio em Daraa, Síria (27/8)
AP
Reprodução de vídeo mostra fumaça saind de prédios por causa de bombardeio em Daraa, Síria (27/8)

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Os acordos de Genebra sobre leis de guerra proíbem, especificamente, armas químicas. Mas nada além da advertência foi anunciado na entrevista de Obama. A reação da mídia árabe foi de que os sírios ganharam o primeiro round da batalha com os americanos.

Por meio da observação por satélites, há informações de que a Síria deslocou várias as forças ao redor de sua capital, Damasco, para se defender e retaliar ações estrangeiras.

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Os EUA não podem recuar, pois têm compromisso assumido publicamente de punir Assad, com a necessária cautela de não derrubá-lo. Há um justificado temor do que viria depois, pois poderia ser muito pior do que o atual presidente.

Os diversos grupos rebeldes têm apenas um objetivo comum que é o de atacar Assad. Do ponto de vista ideológico, vão de democratas a extremistas, como a Al-Qaeda.

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Inicialmente poderia haver uma disputa pelo poder entre os grupos, e a vitória do extremismo faria de Damasco uma capital do terrorismo. Por outro lado, Obama procura evitar a entrada dos EUA em outra “areia movediça”, como ocorreu nos casos de Afeganistão e Iraque.

*Com colaboração de Nelson Burd

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