Atirador de massacre de Fort Hood é sentenciado à pena de morte nos EUA

Por iG São Paulo |

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Como há longo processo de apelações, anos ou décadas podem passar até execução de responsável por 13 mortes

Uma corte militar sentenciou nesta quarta-feira Nidal Hasan à morte pelo ataque a tiros que deixou 13 mortos em 2009 na base militar de Fort Hood, Texas, dando ao psiquiatra do Exército o caminho para o martírio que ele parecia querer na ação contra companheiros militares desarmados.

Dia 23: Soldado dos EUA é condenado por massacre em Fort Hood

AP
Desenho judicial mostra major Nidal Malik Hasan durante a leitura de seu veredicto em corte marcial em Fort Hood, Texas (23/8)

Acusado de massacre em Fort Hood: Provas mostrarão que 'sou o atirador'

Hasan pode se tornar o primeiro soldado americano a ser executado em mais de meio século. Mas como o sistema judicial militar requer um longo processo de recursos, anos ou mesmo décadas podem passar até que ele seja executado.

Muçulmano nascido na Virgínia, Hasan justificou a ação dizendo que abriu fogo para proteger insurgentes islâmicos no exterior da agressão americana e nunca negou ser o atirador.

Hasan reconheceu ter lançado o ataque em uma lotada sala de espera onde soldados desarmados faziam os últimos preparativos para viajar em missão ao Iraque e Afeganistão. Além dos 13 mortos, o ataque - o pior já feito contra uma base militar americana - deixou mais de 30 feridos.

Os mesmos jurados que condenaram Hasan na semana passada tinham duas opções: concordar de forma unânime que soldado deveria morrer ou assistir ao homem de 42 anos receber uma sentença automática de prisão perpétua sem chance de liberdade condicional.

Desde o início do caso, o governo federal quis executar Hasan, acreditando que qualquer sentença menor do que uma injeção letal privaria o Exército e suas famílias da justiça que buscavam há quase quatro anos.

Hasan disse que o ataque foi uma jihad (guerra santa) contra as guerras dos EUA no Iraque e Afeganistão. Todos, exceto um, eram soldados, incluindo uma cadete grávida que se agachou no chão e apelou pela vida de seu bebê.

Hasan ficou paralisado da cintura para baixo depois de ser atingido por um disparo nas costas por um dos policiais de Fort Hood. Ele agora usa uma cadeira de rodas.

As sentenças de morte são raras no Exército, que tem apenas mais cinco soldados prisioneiros no corredor da morte. O caso desata um logo processo de apelações. E o presidente deve dar a autorização final antes de qualquer militar ser executado. Nenhum soldado dos EUA foi morto desde 1961.

*Com AP

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