Senador boliviano que fugiu para o Brasil cancela coletiva desta terça

Por Priscilla Borges - iG Brasília | - Atualizada às

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Informação é do senador Ricardo Ferraço, que viajou com opositor de líder boliviano a Brasília no fim de semana

O senador boliviano Roger Pinto Molina cancelou a coletiva que concederia na tarde desta terça-feira às 15 horas na Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal. O presidente da comissão, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), disse ao iG que o cancelamento foi informado por meio de email pelo advogado do senador boliviano, Fernando Tibúrcio Peña.

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Agência Brasil
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O advogado, segundo o texto, agradeceu o espaço, mas disse querer preservar o cliente neste momento. “Em face dos acontecimentos, como ele está na condição de asilado e não de refugiado, ele decidiu preservar o senador. Quando a gente disponibilizou o espaço, foi para que ele pudesse esclarecer, conversar com a opinião pública. É compreensível”, afirmou.

Líder do partido de oposição Convergência Nacional, Molina é denunciado em pelo menos 20 processos por desacato, venda de bens do Estado e corrupção. Há 15 meses, ele refugiou-se na Embaixada do Brasil em La Paz alegando ser perseguido político, depois de fazer denúncias de corrupção contra o governo Evo Morales. O governo brasileiro lhe concedeu asilo em maio de 2012, mas, para sair do país, o senador precisaria de um salvo-conduto (autorização) – que o governo boliviano negou.

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Depois de passar 454 dias na embaixada brasileira, Pinto Molina chegou a Corumbá (MS) no sábado. Para chegar lá, ele teve de fazer uma viagem de 22 horas em um carro da embaixada do Brasil, escoltado por fuzileiros navais. Eduardo Saboia, encarregado de negócios na Embaixada do Brasil em La Paz, assumiu a responsabilidade pela operação. Após cruzar a fronteira, Ferraço foi buscá-lo em um avião em Corumbá para levá-lo a Brasília.

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Ferraço disse que também ofereceu espaço na comissão para que Saboia conversasse com os parlamentares e a imprensa sobre suas decisões. Saboia, porém, não confirmou se participará de qualquer evento. O presidente da comissão acredita que ele também quer se preservar neste momento.

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“Meu papel é apoiar as boas causas. De encontrar alternativas para um asilado politico ou defender um diplomata comprometido com os direitos humanos. O espaço está aberto”, diz.

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O mal-estar desencadeado pela fuga do senador ao Brasil, supostamente sem conhecimento do Ministério de Relações Exteriores (Itamaraty), causou a saída do chanceler Antonio Patriota do governo na segunda.

*Com informações da Agência Brasil

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