Defesa diz que só soube de senador boliviano quando ele ingressou no Brasil

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Ministério diz que fuzileiros navais acompanharam viagem de La Paz a Corumbá para proteger diplomata Saboia

Nenhuma autoridade brasileira, no âmbito do Ministério da Defesa, foi consultada ou tomou conhecimento da presença do senador boliviano Roger Pinto Molina no grupo que viajou sexta-feira (23) da Bolívia para o Brasil antes de o político ter ingressado em território brasileiro.

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Em nota divulgada nesta terça-feira (27), o ministério diz que dois fuzileiros navais acompanharam a viagem de La Paz a Corumbá, em Mato Grosso do Sul, exclusivamente para proteger o diplomata brasileiro Eduardo Paes Saboia, encarregado de Negócios na Bolívia (o equivalente a embaixador interino).

Segundo a nota, os militares cumpriram a atribuição para a qual foram designados – dar segurança aos integrantes do corpo diplomático brasileiro e à embaixada –, acrescentando que a participação deles "teve o objetivo exclusivo de garantir a segurança do diplomata brasileiro". O texto informa também que os fuzileiros navais participaram da viagem após convocação de Saboia.

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Pinto Molina deixou a embaixada na sexta com a ajuda de Saboia e viajou em um carro da Embaixada do Brasil escoltado por fuzileiros navais. Após 22 horas de viagem, o parlamentar boliviano chegou a Corumbá, onde se encontrou com o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Ricardo Ferraço (PMDB-ES). Os dois voaram em seguida para Brasília.

Pinto Molina, que faz oposição ao presidente Evo Morales, ficou asilado na representação diplomática brasileira por um ano e três meses. Ele deixou a Bolívia sem ter obtido salvo-conduto.

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O caso desatou uma crise diplomática entre Bolívia e Bolívia que, na segunda-feira, culminou com a saída do chanceler Antonio Patriota do cargo. Ele será substituído por Luiz Alberto Figueiredo Machado.

Previamente nesta terça-feira, a presidente Dilma Rousseff disse que o ministro da Defesa, Celso Amorim, explicaria o envolvimento dos dois fuzileiros navais no episódio. "O ministro Celso Amorim vai esclarecer hoje, ao longo do dia, devidamente, a questão que envolveu os dois fuzileiros navais", afirmou. Dilma evitou responder se Amorim seria responsabilizado da mesma forma que Patriota.

*Com Agência Brasil e Agência Estado

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