Após suposto ataque químico, EUA deslocam navio para possível ação na Síria

Por iG São Paulo |

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Marinha colocou outra embarcação de guerra no mar Mediterrâneo e Obama discute próximos passos

A Marinha dos Estados Unidos deslocou nesta sexta (23) um quarto navio de guerra para o mar Mediterrâneo e considera a possibilidade de uma ação militar para responder ao suposto uso de armas químicas, por parte do governo de Bashar Assad, contra civís na Síria.

Hospitais na Síria atenderam 3,6 mil com sintomas neurotóxicos, diz MSF

O organização Médicos Sem Fronteiras informou, por exemplo, que três hospitais que apoia na Síria atenderam cerca de 3,6 mil pacientes com "sintomas neurotóxicos" na quarta (21), dia do suposto ataque químico em um subúrbio do leste da capital, Damasco. Deste total, 355 pessoas morreram.

Resposta: Obama fica sob pressão para agir após suposto ataque na Síria

Galeria de fotos: Veja imagens do suposto ataque químico na Síria

AP
Corpos de crianças mortas em suposto ataque químico jazem na região de Ghouta, Síria

Com isso, a Casa Branca disse que o presidente Barack Obama vai se reunir neste sábado (24) com sua equipe de segurança nacional para considerar possíveis próximos passos dos Estados Unidos. Autoridades dizem que uma vez que os fatos são claros, Obama vai tomar uma decisão sobre como proceder.

O secretário de Defesa, Chuck Hagel, se recusou a discutir quaisquer movimentos após confirmar que Obama pediu ao Pentágono para preparar opções militares para a Síria. 

AP
Secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, fala durante coletiva no Pentágono

"O Departamento de Defesa tem a responsabilidade de fornecer ao presidente opções para contingências, posicionando nossos ativos para ser capaz de realizar diferentes ações - que o presidente pode escolher", disse Hagel.

O presidente sírio negou as acusações de que ele estava por trás do ataque químico. Ele classificou as acusações de "absolutamente infundadas" e sugeriu que eles são uma tentativa de desacreditar o governo.

USS Mahan

O navio USS Mahan tinha terminado sua missão e estava pronto para voltar à sua base em Norfolk, na Virginia, quando recebeu ordem para ficar na região. Autoridades norte-americanas estão considerando uma gama de opções para responder aos relatos de que a Síria usou armas químicas contra civis, incluindo possíveis ataques de mísseis de cruzeiro disparados do mar, confirmou mais cedo um funcionário sênior da Defesa. A embarcação, no entanto, não tem ordem imediata para fazer lançamentos na direção da Síria.

Navios da Marinha dos Estados Unidos são capazes de uma variedade de ações militares, incluindo o lançamento de mísseis de cruzeiro Tomahawk, como fizeram contra a Líbia em 2011 como parte de uma ação internacional que levou à derrubada do governo líbio.

*Com informações de Reuters e Associated Press

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