Soldado dos EUA é condenado por massacre em base americana de Fort Hood

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Autor de ataque a tiros que deixou 13 soldados mortos em 2009, Nidal Hasan deve ser sentenciado à pena de morte

O major Nidal Hasan, psiquiatra do Exército dos EUA, foi condenado nesta sexta-feira pelo ataque a tiros na base de Fort Hood, Texas, uma ação chocante lançada por um militar contra seus próprios companheiros de farda em solo americano. Hasan justificou a ação dizendo que abriu fogo para proteger insurgentes muçulmanos no exterior.

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AP
Desenho judicial mostra major Nidal Malik Hasan durante a leitura de seu veredicto em corte marcial em Fort Hood, Texas

Hasan reconheceu ter lançado o ataque em uma lotada sala de espera onde soldados desarmados faziam os últimos preparativos para viajar em missão ao Iraque e Afeganistão. O ataque deixou 13 mortos e mais de 30 feridos.

Como Hasan nunca negou suas ações, a corte marcial foi sempre menos sobre a condenação do que em assegurar que ele seja sentenciado à pena de morte. Desde o início do caso, o governo federal quis executar Hasan, acreditando que qualquer sentença menor do que uma injeção letal privaria o Exército e suas famílias da justiça que buscam há quase quatro anos.

Um júri de 13 oficiais de alta patente alcançaram um veredicto de culpa em quase sete horas. Hasan não teve nenhum reação visível enquanto o veredicto era lido. Depois que o júri e Hasan saíram da sala de justiça, algumas das vítimas que sobreviveram ao ataque e parentes começaram a chorar.

Na próxima fase do julgamento, eles todos devem concordar em dar a Hasan a pena de morte antes de ele ser enviado ao corredor da morte do Exército, que tem apenas outros cinco prisioneiros. Se não concordarem, o militar de 42 anos poderia passar o resto de sua vida na prisão.

Hasan, um muçulmano nascido na Virgínia, disse que o ataque foi uma jihad (guerra santa) contra as guerras dos EUA no Iraque e Afeganistão. Ele reagiu quando a juíza Tara Osborn sugeriu que o ataque a tiros poderia ter sido evitado se não fosse por um espontâneo ímpeto de raiva.

"Não foi feito pelo calor de uma paixão repentina", disse Hasan antes de os jurados começarem sua deliberação. "Houve uma provocação adequada - eles eram soldados que viajavam para se engajar em uma guerra ilegal."

Todos, exceto um, eram soldados, incluindo uma cadete grávida que se agachou no chão e apelou pela vida de seu bebê.

Hasan ficou paralisado da cintura para baixo depois de ser atingido por um disparo nas costas por um dos policiais de Fort Hood. Ele agora usa uma cadeira de rodas.

*Com AP

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