Em março de 2012, Robert Bales matou 16 civis afegãos desarmados, incluindo mulheres e crianças, em Kandahar

Reuters

Um militar norte-americano condecorado que matou 16 civis afegãos desarmados no ano passado pediu desculpas nesta quinta-feira perante a Justiça, descrevendo os crimes como "um ato de covardia".

Junho: Soldado dos EUA admite massacre de civis no Afeganistão

Robert Bales (à esquerda) em foto tirada em agosto de 2011 durante treinamento em Fort Irwin, na Califórnia
AFP
Robert Bales (à esquerda) em foto tirada em agosto de 2011 durante treinamento em Fort Irwin, na Califórnia

Mortes: Feto é listado como 17ª vítima de massacre de soldado no Afeganistão

O sargento Robert Bales , que passou quatro temporadas em combate no Iraque e Afeganistão, confessou em junho o massacre de março de 2012 na Província de Kandahar, que teve como vítimas principalmente mulheres e crianças. A confissão o poupou da pena de morte .

Robert Bales: De uma pequena cidade em Ohio para o Afeganistão

Perfil: Saiba mais sobre o suspeito de massacre

Cabe agora a um júri composto por seis militares decidir se ele será sentenciado à prisão perpétua ou se terá direito a sursis após 20 anos.

"Lamentar não é bom o bastante, mas lamento", disse Bales na audiência desta quinta-feira num quartel no Estado de Washington, no oeste dos EUA. "O que eu fiz foi um ato de covardia."

Testemunho: Em blog, mulher de acusado de massacre afegão descreveu dor e saudade

Leia também: Na volta para casa, a cena trágica de um massacre afegão

A defesa alegou que Bales sofreu uma crise nervosa por causa da pressão da sua missão final ao Afeganistão e que, mesmo antes de ir para lá, ele já sofria de transtorno do estresse pós-traumático e lesão cerebral.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.