Um dos três foguetes foi interceptado pelo sistema de defesa e outros caíram fora do território israelense

Ao menos três foguetes foram disparados do sul do Líbano em direção a Israel nesta quinta-feira (22), sendo um deles interceptado pelo sistema de defesa de mísseis. Os outros foguetes caíram fora do território israelense, disseram as Forças de Defesa de Israel.

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Nesta foto de arquivo, drone israelense Heron TP voa durante apresentação na Base Aérea de Palmahim, Israel
AP
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O brigadeiro general Yoav Mordechai, o porta-voz do Exército, disse que ninguém ficou ferido e descartou que o ataque tenha sido um "incidente isolado". Ainda assim, o ataque de foguete se acrescenta novos temores para Israel, que assiste a uma guerra civil na vizinha Síria, onde o governo é acusado de ter usado armas químicas contra rebeldes essa semana.

Israel também se preocupa com o Egito, onde militantes islâmicos intensificaram suas atividades perto da fronteira isralense em meio ao golpe militar que depôs o islamita Mohammed Morsi em julho.

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"Estamos agindo em todas as frentes, no norte e no sul, para defender os cidadãos de Israel desses ataques", disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em comunicado. "Empregamos várias medidas, defensivas e preventivas, e estamos agindo com responsabilidade. Nossa política é clara: proteger e prevenir. Quem tentar nos prejudicar deve saber que vamos prejudicá-lo."

O coronel Peter Lerner, porta-voz do Exército, disse que os foguetes foram disparados nesta quinta de uma localização ao sul da cidade portuária libanesa de Tyre. Ele disse que foram causados danos leves em uma rua e em um carro ao norte de Israel.

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Lerner caracterizou o incidente como um "ataque injustificado contra cidadãos israelenses", mas que Israel não revidou. Até o momento, nenhum grupo reivindicou responsabilidade pelo ataque. Lerner culpou militantes "da jihad" pelo ataque, referindo a grupos ligados ou inspirados pela Al-Qaeda. Israel responsabiliza os mesmos militantes por um ataque de foguete similar ocorrido na semana passada contra a cidade de Eilat.

O sul libanês, cenário de uma amarga batalha entre Israel e o grupo militante Hezbollah em 2006, é considerado um reduto da rede libanesa. Há também grupos palestinos radicais e militantes islâmicos que poderiam também ter provocado o ataque.

Com AP

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