Líder extremista do Boko Haram pode estar morto, diz Exército da Nigéria

Por iG São Paulo |

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Porta-voz diz haver informações de que Shekau teria morrido entre julho e agosto por ferimentos de disparos

O Exército da Nigéria disse que o líder de um levante islâmico no nordeste do país "pode ter morrido" de um ferimento a bala.

Em uma declaração divulgada nesta segunda-feira, o porta-voz militar Sagir Musa disse que informações de inteligência disponíveis para sua força-tarefa "revelaram que Abubakar Shekau, o mais procurado e terrível líder terrorista do Boko Haram pode ter morrido".

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AP
Imagem reproduzida de vídeo publicado por simpatizantes do Boko Haram mostra o líder Abubakar Shekau (11/1/2012)

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A nota sugere que ele foi mortalmente ferido em um ataque em um esconderijo na Floresta de Sambisa, noroeste da Nigéria, em 30 de junho e morreu entre 25 de julho e 3 de agosto durante a travessia da fronteira de Camarões.

"Shekau foi mortalmente ferido e foi transferido para Amitchide - uma comunidade de fronteira em Camarões para tratamento. Acredita-se amplamente que Shekau tenha morrido entre 25 de julho e 3 de agosto", disse o coronel Musa.

Maio: Presidente da Nigéria declara estado de emergência em três Estados

A informação foi recebida com ceticismo pelos moradores de Maiduguri. Ela surge uma semana depois de jornalistas terem recebido em 13 de agosto um vídeo de Shekau criticando o Exército da Nigéria por "mentir para o mundo", depois de seus oficiais dizerem que ele possivelmente estaria morto após ter sido atingido por um disparo. No vídeo ele afirmou estar "bem e saudável".

Nesta segunda-feira, Musa afirmou que o vídeo era falso. "(O vídeo) foi feito por um impostos para enganar os membros da seita para continuar com o terrorismo", afirmou. Os EUA puseram uma recompensa de US$ 7 milhões por Shekau.

De 2009 a 2012: Boko Haram deixou quase mil mortos desde 2009

Em 14 de agosto, o Exército disse que matou Momodu Bama, também conhecido pelo apelido de "Abu Saad", segundo na linha de comando do Boko Haram.

O Boko Haram, que trava uma insurgência na Nigéria desde 2009, não fez comentários sobre a declaração. No mesmo ano, uma alegação de que Shekau havia morrido provou ser falsa. Ele se tornou líder do grupo depois que seu fundador, Muhammad Yusuf, morreu sob custódia policial também em 2009. 

A insurgência se tornou mais brutal sob a liderança de Shekau, com o Boko Haram lançando uma onda de explosões e sequestros, incluindo de estrangeiros, em sua campanha para criar um Estado islâmico na Nigéria. Milhares morreram por causa da violência desencadeada pelo grupo.

Em maio, o presidente Goodluck Jonathan declarou emergência em três Estados do nordeste do país, dizendo que o grupo ameaçava a existência da Nigéria.

*Com BBC e AP

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