Sob pressão, agência de espionagem dos EUA diz que programas são lícitos

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Agência Nacional de Segurança defendeu suas atividades e insistiu que erros não são intencionais

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AP
Placa do lado de fora do gabinete da Agência de Segurança Nacional (NSA)

Sob crescente pressão para justificar programas de vigilância eletrônica que às vezes capturam comunicações de cidadãos norte-americanos, a Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA se defendeu nesta sexta-feira (16), insistindo que suas atividades são lícitas e que erros não são intencionais.

Em um sinal de quanto a situação foi inflamada desde que o ex-prestador de serviços da NSA Edward Snowden passou a divulgar detalhes dos programas de vigilância dos EUA, a agência de inteligência ultra-secreta realizou uma rara teleconferência com repórteres para rebater a percepção pública de que as transgressões da NSA são violações intencionais de regras contra espionagem.

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A apresentação da NSA foi uma tentativa de acalmar a mais recente crise sobre documentos divulgados por Snowden. O jornal The Washington Post informou na quinta-feira que a NSA tinha quebrado as regras de privacidade ou extrapolou suas atribuições legais milhares de vezes a cada ano desde 2008, citando uma auditoria interna e outros documentos secretos.

"Estas não são violações intencionais, não são maliciosas, estas não são pessoas que tentam quebrar a lei", disse John DeLong, diretor da NSA, a repórteres.

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Funcionários da NSA sabem que suas ações são registradas, e a cultura da agência é relatar quaisquer erros, afirmou ele, salientando repetidamente que "ninguém na NSA acha que um erro é OK".

Snowden, que recebeu asilo temporário na Rússia este mês, deu informações sobre os programas secretos da NSA que coletam telefone, e-mail e outros meios de comunicação a vários órgãos de comunicação, que publicaram histórias sobre eles a partir de junho.

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Essas revelações provocaram um intenso debate sobre os direitos de privacidade versus a segurança nacional nos Estados Unidos e em vários outros países, incluindo Grã-Bretanha, Alemanha e Brasil.

A polêmica levou a uma série de raros comentários públicos por funcionários da NSA normalmente avessos à publicidade, que escreveram artigos de opinião nos meios de comunicação e disseram repetidamente que a transparência foi um desenvolvimento positivo.

"Estamos trabalhando na divulgação de mais documentos em breve", afirmou DeLong, sem dar detalhes.

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